sábado, 18 de janeiro de 2014

O divórcio e o recasamento-P/14—18/01/2014



                    DIVÓRCIO OU VIUVEZ?

                                           Rom. 7: 2,3
”ORA, A MULHER CASADA ESTÁ LIGADA PELA LEI AO MARIDO, ENQUANTO ELE VIVE; MAS, SE O MESMO MORRER, DESOBRIGADA FICARÁ DA LEI CONJUGAL. DE SORTE QUE, ENQUANTO VIVER O MARIDO,
SERÁ CONSIDERADA  ADÚLTERA, SE FOR DE OUTRO HOMEM;
MAS, SE ELE MORRER, ELA ESTÁ LIVRE DA LEI,
E ASSIM NÃO SERÁ ADÚLTERA SE FOR DE OUTRO MARIDO”.

                           I Co. 7:39
"A MULHER ESTÁ LIGADA AO MARIDO
 ENQUANTO ELE VIVER,
CONTUDO, SE FALECER O MARIDO,
FICA LIVRE PARA CASAR COM QUEM QUISER,
MAS SOMENTE NO SENHOR"

“DOIS... UMA SÓ CARNE”
LIGADOS PELA LEI
ENQUANTO AMBOS VIVEREM
UNIDOS INDISSOLUVELMENTE
EXCLUSIVAMENTE A MORTE PODE LIVRÁ-LOS PARA RECASAR
RECASAR ANTES DA MORTE DO CÔNJUGE = ADULTÉRIO

Seria impossível falar de modo mais claro que este. O que está afirmado acima só deixa em dúvidas quem não aceitar o que o texto clara e naturalmente diz e partir para encontrar por qualquer meio e a qualquer custo, uma brecha para divórcio e recasamento. Portanto, é falaciosa  a conversa que diz que esse assunto de divórcio e recasamento na Bíblia é difícil determinar o que Deus realmente quer, o que Ele permite e o que Ele proíbe. O máximo que alguém pode honestamente afirmar é que não tem dedicado tem suficiente para estudo este assunto que está claramente revelado na Bíblia.
Por isso, que até o quinto século depois de Cristo, e alguns autoridades no assunto estiquem este tempo até a época da Reforma, os cristãos aceitavam sem discussão ou dúvidas o ensino sobre a indissolubilidade do casamento e o pecado dos divórcio e do recasamento. 
O ENSINO CLARO DE TEXTOS COMO OS CITADOS ACIMA É: O VÍNCULO FEITO POR DEUS, POR OCASIÃO DA ALIANÇA DE CASAMENTO ORIGINAL É PARA TODA A VIDA: “dois... uma só carne” e que liga indissolúvelmente um cônjuge ao outro é tão forte que a força dos homens e das suas mutáveis e “convenientes” leis humanas, sejam de caráter civil ou religioso, não podem quebrá-lo, de modo que, independente do que aconteça (adultério, violência, incompatibilidade de gênios, etc...), e com quem aconteça (seja crente ou descrente, antes ou depois da conversão, parte “inocente” ou “parte culpada”) o vínculo do casamento permanece inquebrável, enquanto os dois viverem.
O Comentário Bíblico Moody diz: “Será considerada adúltera se vivendo ainda o marido, unir-se com outro homem. A tradução "se for de" tem o sentido implícito de se for casada com. Mas, depois da morte do seu marido, ela pode tornar a se casar sem que seja acusada de adultério. A esposa que ficou viúva, está livre para casar-se com outro”.

RECONCILIAÇÃO OU DIVÓRCIO?
 CELIBATO OU RECASAMENTO?

PROIBIÇÃO PAULINA AO DIVÓRCIO E AO RECASAMENTO
E  O MANDAMENTO PARA RECONCILIAÇÃO, SENÃO CELIBATO

I Cor. 7: 10, 11, 39

“ORA, AOS CASADOS, ORDENO, NÃO EU, MAS O SENHOR,
QUE A MULHER NÃO SE SEPARE DO MARIDO •S
SE, PORÉM, ELA VIER A SEPARAR-SE,
QUE NÃO SE CASE
OU QUE SE RECONCILIE COM SEU MARIDO;
E QUE O MARIDO NÃO SE APARTE DE SUA MULHER”.


Sobre a proibição do divórcio e do recasamento, exposta de modo tão claro e indiscutível neste texto, o que me deixa perplexo, e não dá muitas vezes para entender como ainda existem pastores e mestres de seminário capazes de encontrar motivos para um crente se divorciar e recasar. E começo o esse juízo por mim mesmo. Questiono-me: Como passei tantos anos e tantas vezes por esse texto e não percebi o que estava claramente exposto lá? A resposta que soa de minha alma me deixa atônito. Parece que enxergamos apenas aquilo que queremos ver, o resto, consciente ou inconcientemente ignoramos. Dizendo de outra forma, o que mete medo, por isso a Bíblia amaldiçoa o homem que confia em si mesmo ou no homem, pois, devido à contaminação da queda, as nossas faculdades foram mais afetadas do que estamos disporstos a admitir, é como se buscássemos na Bíblia apenas aquilo que queremos encontrar, o resto, especialmente aquilo que vai contra o que estamos procurando, de modo inconciente e ás vezes conciente, acabamos por ignorar. Este é um pensamento assombroso, mas não parece está muito longe da verdade. Se não, como explicar ter passado tantas vezes por este texto e não perceber o óbvio?
Depois de passar pela dolorosa autoconfrontação acima, e perceber que não sou em nada melhor do que os outros mortais continuo buscando entender o que está acontecendo na igreja de Nosso Senhor, e chego a pensar, que, embora, não todos, mas pelo menos, alguns destes obreiros e crentes divorcistas e recasamentistas, apesar de afirmarem acreditar na autoridade da Palavra de Deus, parecem, agir como os fariseus a quem Jesus confrontava. Tornam-se peritos em Bíblia com a finalidade causuística de burlá-la e no final das contas conseguirem violar a lei, de um modo, que parece lícito.
Podemos até comparar esse casuísmo evangélico, com a legislação brasileira, da qual é dito, que muitas de suas leis e inter-pretações, são feitas exatamente para derrubarem a proibição feita por leis anteriores. Num contexto casuístico e relativista como este muita coisa é proibida, mas no final das contas tudo se torna lícito, dependendo da astúcia dos intérpretes da lei.    O resul-tado líquido e certo é o caos e demolição da sociedade. Por isso, estamos assistindo a demolição da igreja cristã, por causa deste situacionismo conveniente. Francis Schaeffer já tinha previsto em sua época, o que ele chamou de “desastre evangélico” da igreja cristã.   Cabe ao santos, o remanecente fiel do Senhor, não colaborar com esse desastre, não participar desta auto-ilusão sedutora que nos faz sentir seguros quando, semelhantemente ao Titanic a igreja cristã professa ruma inexoravelmente rumo ao iceberg que põe fim a toda soberba. Antes, é urgente, urgentíssimo que nos firmemos, mais ainda, de modo, incondicional e inarredável, ao lado da autoridade absoluta e suficiência inesgotável da Palavra de Deus.
De modo que, este texto de I Co 7:10-11 é tão claro e evidente, que não é preciso fazer muito comentário sobre ele, é o que pode ser chamado de texto auto-explicativo. No texto, Deus de modo categórico e sem deixar margem para nenhuma dúvida:
         Proibe marido e mulher de se divorciarem;
         Mas caso o divórcio ocorra contra a vontade da parte do crente fiel, o que esse crente abandonado tem de fazer está mais claro ainda: que viva de um modo em que seja possível a reconciliação;
         Se a reconciliação não for mais possível, porque o outro cônjuge não quer reconciliação ou porque recasou, neste caso, também, não há dúvidas quanto ao que Deus espera que o crente faça, ou seja: que não se case novamente, o que equivale, nas palavras de Cristo, a ser celibatário pelo Reino de Deus.
         Somente se ficar viúvo, pode casar novamente, sem cometer adultério e sob a bênção de Deus.
Portanto, a questão do divórcio está claríssima para quem não padesse do mal terrível de “dureza de coração e entendimen-to”.
Veja o comentário do servo de Deus, Pr. Gerson Rocha, quanto a esse evidente texto:
“O ensino bíblico é que a mulher não se separe do marido, e que o marido não se aparte da mulher, Havendo separação, a ordem é: « Não se case », válida também para o marido, pois a reconciliação é o único remédio apresentado para o casamento não naufragar: «Ora, aos casados, ordeno não eu, mas o Senhor, que a  [Pg 10] mulher não se separe do marido (se porém ela vier a separar se, que não se case, ou que se reconci-lie com seu marido); e que o marido não se aparte de sua mulher”   (1 Coríntios 7:10,11).
Se, porém, a dureza do coração (Mc 10:5) impedir a reconciliação, Deus sente muito, mas não vai consentir no adultério, anulando a lei que Ele estabeleceu, no princípio: “De modo que já não são dois, mas uma só carne” (Mc 10:8,9; Mt. 19:6; Gn. 2:24).
Morte, ou reconciliação   eis a solução Corações que se voltem para Deus em humilde e vero arrependimento, já não pensam em morte, mas anelam por reconciliação, malgrado os motivos de suas desavenças”. 
Sobre I Cor 7:10, 11, o comentário Bíblico Moody diz: “As seguintes palavras de Paulo relacionam-se com a manutenção ou interrupção dos laços do casamento, no caso de crentes casados (vs. 10, 11) e de um crente com um descrente (vs. 12-16). Para os crentes a regra é "não se separem", sustentada pelo ponto de vista do Senhor, não eu mas o Senhor (cons. Mc. 10: 1-12). No caso de uma separação desaprovada, Paulo destaca duas possibilidades. A esposa que não se case, tempo presente, enfatizando o estado permanente. Ou então, que se reconcilie com seu marido, tempo aoristo, enfatizando um acontecimento de uma vez por todas, em separações subseqüentes”.

         CRENTE PODE DIVORCIAR DE DESCRENTE?

A QUESTÃO DE CRENTES CASADOS COM DESCRENTES
SE O DESCRENTE PEDIR DIVÓRCIO, O CRENTE FICA LIVRE PARA CASAR ?

1. Cor. 7: 12 a 15

“AOS MAIS DIGO EU, NÃO O SENHOR:
SE ALGUM IRMÃO TEM MULHER INCRÉDULA,
E ESTA CONSENTE EM MORAR COM ELE,
NÃO A ABANDONE”;
”E A MULHER QUE TEM MARIDO INCRÉDULO,
E ESTE CONSENTE EM VIVER COM ELA,
NÃO DEIXE O MARIDO”.

Novamente, Paulo usa de uma clareza, que torna este texto auto-explicativo. Deus proibe claramente um cônjuge crente se divorciar do cônjuge descrente. Um fato a se destacar aqui, é que este cônjuge descrente não era apenas uma pessoa irreligiosa ou ligada a uma das seitas cristãs que ainda mantém uma moralidade aceitável, mas tratava-se de uma pessoa pagã, envolvida com rituais pagãos abomináveis. Isso se torna um fator muito forte em defesa da indissolubilidade do casamento como uma lei que está acima da posição religiosa do cônjuge, ou até mesmo da questão do adultério. Para o pagão, adulterar era algo natural. Tanto que Paulo deixa isso claro em I Co 6, quando se referiu ao velho estilo de vida pagã dos crentes de Corinto. E é a esses crentes a quem Paulo manda tolerar cônjuges pagãos, que certamente teriam um estilo de vida licenciosa como eles tiveram.
”PORQUE O MARIDO INCRÉDULO É SANTIFICADO NO CONVÍVIO DA ESPOSA,
E A ESPOSA INCRÉDULA É SANTIFICADA NO CONVÍVIO DO MARIDO CRENTE.
DOUTRA SORTE, OS VOSSOS FILHOS SERIAM IMPUROS;
PORÉM, AGORA, SÃO SANTOS”.

Neste versículo, Paulo dá as razões porque Deus proibe do crente divorciar do pagão. Sendo que a primeira razão para um crente não se divorciar de um pagão era porque através da convivência do pagão com o crente, estes viessem progressivamente mudar seu comportamento, mudando-o de pagão, para o que  Paulo chamou de “santificado”.
A segunda razão é que diferentemente do Velho Testamento, onde os filhos de pagãos eram tidos como impuros, neste caso, os filhos seriam também santos.
A terceira razão está ligada a salvação do pagão. Pois continuando com o pagão, e pela observancia da vida santa e piedosa do crente, o pagão viesse a se arrepender e ser salvo.

”MAS, SE O DESCRENTE QUISER APARTAR-SE,
QUE SE APARTE;
EM TAIS CASOS,
NÃO FICA SUJEITO À SERVIDÃO NEM O IRMÃO, NEM A IRMÃ;
DEUS VOS TEM CHAMADO À PAZ”.

Abaixo citamos a argumentação do Pr. Gerson Rocha, por ser brasileiro e bem conhecido, quanto ao que é capciosamente chamado de “privilegium palinum”, ou exceção abonanda por Paulo para dar direito de recasamento ao crente que foi abandonado por um descrente. Vários estudiosos e exegetas bíblicos sérios, que poderia citar aqui, mas por questão de espaço e repetição, não o farei, dizem que este texto, de maneira nenhuma dá base para recasamento de divorciados, ou seja, quem advoga essa falsa exceção paulina, tem de usar de interpretação forçada ou hermeneutica desonesta.

“Livres Da Servidão, Mas Não Para Novas Núpcia – Definindo o casamento de crente com incrédulo em termos de servidão, Paulo aconselha, contudo, que ambos não se abandonem. Mt se o cônjuge descrente quiser se apartar, que se aparte, ficando livre da servidão o irmão ou a irmã, isto é: o cônjuge crente. [Pg 11]
Chamando tal casamento de servidão, Paulo se refere ao jugo desigual em que se resolve a união do crente com o incrédulo, conforme nô lo mostra em II Coríntios 6:14 16: “Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos...”.
Apartado do incrédulo, por iniciativa deste  «mas se o incrédulo quiser se apartar...”   0 cônjuge crente fica livre desse jugo, mas não para novas núpcias, pois estando ligado ao seu cônjuge pela lei (Rom. 7:1 3), será adúltero se, estando vivo aquele cônjuge, pertencer a outro.
Este é o ensino claro de 1 Corintios 7:12 15, em que Paulo reconhece a existência desse mau casamento, ou jugo desigual. E notem: Sobre esse jugo desigual, Deus nada mais tem a dizer por ser aliança que não procedeu dele: “Ai dos fi-lhos rebeldes, diz o Senhor, que executam planos que não procedem de mim, e f a z e m aliança sem a minha aprovação, para acrescentarem pecado sobre pecado” ( Isaias 30:1). E' por isso que Paulo, referindo se ao casamento misto   ao jugo desigual   diz: “ Aos mais digo eu, não o Senhor...” (1 Cor. 7:12), admitindo que a separação, na base já aludida, liberta o crente dessa penosa desigualdade (I Cor. 7:15). [Pg 12] “Perdão há, mas não cura sífilis”, disse alguém. 0 crente fica livre da servidão, mas não pode contrair novas núpcias enquanto viver o seu cônjuge. E' lamentável colher as dolorosas conse-quências de um passo errado, mas não inevitável. Relembrar Romanos 7:1.3 pode evitar que um abismo chame outro abismo”. 
           
               

terça-feira, 19 de novembro de 2013

O divórcio e o recasamento-P/13—19/11/2013



O TERRÍVEL ESTADO CHAMADO “DUREZA DE CORAÇÃO”

NÃO VOS DEIXEIS ENGANAR PELA DUREZA DO VOSSO CORAÇÃO  PARA DEUS NÃO EXISTE DIVÓRCIO SEM PECADO.
Não há como fugir desta triste realidade espiritual: divórcio e recasamento são sempre motivados por ‘DUREZA DE CORAÇÃO’. “Coração duro” é o estado pecaminoso do coração obstinado em sua própria vontade, que se rebela carnalmente contra a vontade de Deus, e arruma desculpas e falaciosas justificativas para viver deliberadamente em pecado.
Como Deus pode abençoar e aceitar um ato feito na base de dureza e rebelião de coração, coisas que Ele diz abominar, e que compara com o pecado de idolatria e feitiçaria?  Como Deus poderia abençoar um divórcio e recasamento que são também abomináveis para Ele, pois são frutos da abominável rebelião?
A Bíblia diz que para os duros de coração (rebeldes e obstinados em sua própria vontade), e que rejeitam a Palavra do Senhor, em vez de aceitação, o que receberão, com toda certeza é rejeição não apenas de seus atos, mas até de suas próprias pessoas.
Portanto, não adianta, eufemizar ou suavizar a expressão: “DUREZA DE CORAÇÃO”, que é a mesma coisa que tentar tapar o sol com a peneira. Ou os duros de coração se deixam quebrantar, e abandonam seus pecados, ou sofrerão rejeição da parte do Senhor.
“Respondeu-lhes Jesus: Por causa da dureza do vosso coração é que Moisés vos permitiu repudiar vossa mu-lher; entretanto, não foi assim desde o princípio (não é, nem o plano, nem a vontade de Deus revelada em Sua Palavra”. (Mt 19:8)
“Porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e a obstinação (coração duro) é como a idolatria e culto a ídolos do lar. Visto que rejeitaste a palavra do SENHOR, ele também te rejeitou a ti...”  (I Sm 15:23 )
“Porque, se vivermos deliberadamente em pecado, depois de termos recebido o pleno conhecimento da verdade, já não resta sacrifício pelos pecados; pelo contrário, certa expectação horrível de juízo e fogo vingador prestes a consumir os adversários”. (Hb 26,27)

A RELAÇÃO ENTRE A COBIÇA E O DIVÓRCIO
Algo que fica claro, quando Cristo trata do divórcio no sermão do monte, é que a COBIÇA ou CONCUPICÊNCIA CARNAL estão indissoluvelmente ligada ao divórcio, por isso, trata os temas como se um dos resultados da concupicencias fosse o divórcio, e que a solução do divórcio seria semelhante a da concupiscência, ou seja, auto-emolação, caracterizada por corta o olho ou a mão causa do tropeço, e aplicando isso ao divórcio, e recasamento, o celibato, se encaxa bem como uma aplicação da recomendação de Cristo de cortar qualquer coisa que possa me expor a condenação do inferno.
A CONCUPISCÊNCIA
Provocadora de Adultério no Coração
Solução: Auto-imolação = Cortar ou deixar o pecado
 Alternativa: Viver em Adultério = Queimar no inferno O DIVÓRCIO
Provocador de Adultério Prático
Solução: Auto-imolação = Cortar ou deixar o pecado = Celibato
 Alternativa: Viver em Adultério = Queimar no inferno
Mt 5:27-30 – “Ouvistes que foi dito: Não adulte-rarás. Eu, porém, vos digo: qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura (COBIÇA), no coração, já adulterou com ela. Se o teu olho direito te faz tropeçar, ar-ranca-o e lança-o de ti; pois te convém que se perca um dos teus membros, e não seja todo o teu corpo lançado no inferno. E, se a tua mão direita te faz tropeçar, corta-a e lança-a de ti; pois te convém que se perca um dos teus membros, e não vá todo o teu corpo para o inferno”.
1 Co 6:9 -  ".... não herdarão o reino de Deus.... adúlteros..."
Hb 13:4  - "...Deus julgará os impuros e adúlteros".
         Mt 5:31-32 – “Também foi dito: Aquele que repudiar sua mulher, dê-lhe carta de divór-cio. Eu, porém, vos digo: qualquer que re-pudiar sua mulher, exceto em caso de rela-ções sexuais ilícitas, a expõe a tornar-se adúltera; e aquele que casar com a repudia-da comete adultério”.
Mt 19:11-12 – “Disseram-lhe os discípulos: Se essa é a condição do homem relativamente à sua mulher, não convém casar. Jesus, po-rém, lhes respondeu: Nem todos são aptos para receber este conceito, mas apenas aqueles a quem é dado. Porque há eunucos de nascença; há outros a quem os homens fizeram tais; e há outros que a si mesmos se fizeram eunucos, por causa do reino dos céus. Quem é apto para o admitir admita”.
Ap 21:8 - "Mas, quanto ... aos fornicadores (pornos = praticantes de sexo ílicito, ou desautorizado por Deus) ....a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre, o que é a segunda morte”.
A COBIÇA, geralmente é definida em sua essência como “o desejo de ter aquilo que é proibido, o desejo de tomar aquilo que não se deve tomar, o não refrear os apetites e desejos contrários às leis de Deus e dos homens.... é o pecado do mundo sem Deus. É o pecado do mundo, da sociedade, do homem que virou as costas às leis de Deus. É o próprio antônimo da generosidade do amor de Deus e da caridade da vida cristã”. (Willian Barcley). "a disposição que sempre está pronta a sacrificar o próximo em lugar de si mesmo em todas as coisas..." (Lightfoot). 
Como a definição acima se encaixa no divórcio e recasamento motivados por cobiça. É fato notório que a grande maioria de pessoas que se divorciam e recasam são motivadas por desejos que são proibidos a uma pessoa casada, e sua concupiscência (do grego, epitumia, ou desejo desenfreado), usam de todos os meios para tomar aquilo que não se deve tomar, a mulher ou cônjuge do próximo. Para essas pessoas hedonistas que fazem do alvo da sua vida o prazer, nada consiguirá detê-las em suas taras, mesmo que tenham de passar por cima das leis de Deus e dos homens. Mesmo que tenham de sacrificar o próximo, o cônjuge inocente e os filhos que em geral sofrerão muitíssimo.
Por isso, entre as terríveis associações do divórcio e do recasamento, está exatamente a cobiça, que é verdadeiramente chamada de o pecado do mundo sem Deus ou do homem que virou as costas para Deus, embora, continue a desenvolver o que certo comentarista bíblico (Joseph Alleine, não lembro bem!), chamou de “hipocrisia inconciente”, se referindo aquelas pessoas que terão uma terrível surpresa, ao se encontrarem juntos com os perdidos no dia do juízo final. Esses hipócritas inconsientes,  que nada negaram a sua cobiça desenfreada, embora, tenham feito isto, evangelicamente, ou com o respaldo de igrejas e pastores modernos, por isso, com a consciência cauterizada, passaram toda a sua “vida cristã” se auto-enganando com sua falsa religiosidade ou evangelicidade, ouvirão as piores palavras do universo: “Nem  todo o que me diz SENHOR, SENHOR, entrará no Reino dos céus, mas, aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus...apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade”. (Mt 7:21-23) 

TOLERÂNCIA OU REAÇÃO SANTA?

O DIVÓRCIO E RECASAMENTO DE HERODES E HERODIAS CONDENADO POR JOÃO BATISTA EVIDENCIA A REAÇÃO DOS SANTOS NÃO SÓ CONTRA O DIVÓRCIO, MAS CONTRA O RECASAMENTO
Mc 14:17-19 e 27-29
[17]  ... Herodes, por causa de Herodias, mulher de seu irmão Filipe (porquanto Herodes se casara com ela), mandara prender a João e atá-lo no cárcere.
[18]  Pois João lhe dizia: Não te é lícito possuir a mulher de teu irmão.
[19]  E Herodias o odiava, querendo matá-lo, e não podia.
[27]  E, enviando logo o executor, mandou que lhe trouxessem a cabeça de João. Ele foi, e o decapitou no cárcere,
[28]  e, trazendo a cabeça num prato, a entregou à jovem, e esta, por sua vez, a sua mãe.
[29]  Os discípulos de João, logo que souberam disto, vieram, levaram-lhe o corpo e o depositaram no túmulo. 

Esse Herodes mencionado no caso de João Batistas, era filho de Herodes o Grande, também conhecido como Herodes Antipas, que segundo, certo autor (Buttrick, citado por  Champlin) era um homem ambioso, sensual, suntuoso, ao passo que João era um homem disciplinado em seus apetites, renunciara o mundo, era reto e claro como a luz. Este ímpio governante governou a Galiléia e a Peréia de 4 a.C. a 39 d.C. Foi ele, o Herodes a quem Jesus chamour de “raposa” (Lc 13.32), e foi ele, assim com Acabe, dominado pela mulher, mandou matar a Elias, ele por sua vez, por causa, da condenação que João Batista fez de seu divórcio para recasar com a mulher divorciada de seu meio-irmão, mandou matá-lo. (Mt 14.1-12; Mc 14:1-29). Jesus o chamou de "raposa".
É impressionante o ódio de Herodias contra João Batista, por ele, denunciá-la não como a esposa de He-rodes, mas como uma adúltera. João, como um profeta do Senhor, e a semelhança de Elias, não temeu desafiar a ordem estabelecida pelo mau e pelo pecado. Este texto mostra que o divórcio e o recasamento não tinham aceitação unânime, nem mesmo entre os judeus; João foi chamado o maior profeta, entre os nascidos de mulher, e sua reação aos divorciados e recasados Herodes e Herodias, deveria evidenciar qual deveria ser a atitude dos santos em relação a esta questão. Veja abaixo, um pouco do pano de fundo histórico dos divórcios e recasamento de Herodes e Herodias.
“Herodias era filha de Aristóbulo, um dos filhos de Mariamne e de Herodes, o Grande. Era irmã de Herodes Agripa 1. Primeiramente casou-se com seu tio, Herodes Filipe, que era filho de Herodes, o Grande, e de outra esposa, que também se chamava Mariamne. Esse Herodes não deve ser confundido com o tetrarca Filipe. Anos depois, casou-se com seu tio, Herodes Ântipas. Este era o filho caçula de Herodes e de Maltace, o qual chegou a governar a Galiléia e a Peréia. Esse foi o Herodes que mandou executar João Batista. ...De seu primeiro casamento, ela teve uma filha, de nome Salomé. Essa filha casou-se com seu tio-avô, Filipe, o tetrarca. É comum os estudiosos identificarem Salomé com a jovem que dançou, conforme se vê em Mar. 6:22 ss; mas isso continua sendo debatido pelos eruditos... Herodias tornou-se perenemente infame, por causa do papel que desempenhou no caso da execução de João Batista. Herodias e seu (primeiro) marido, Herodes Filipe, residiam em Roma. Estando ela hospedada na casa de Herodes Antipas, ela e Antipas se apaixonaram um pelo outro, e ele acabou persuadindo-a a se casar com ele. Para isso, ele precisou divorciar-se de sua primeira esposa, uma princesa nabatéia, a fim de poder casar-se com Herodias. João Batista denunciou publicamente o casamento de Herodias com Antipas, e acabou aprisionado na fortaleza de Maquero. O ódio de Herodias contra João Batista atingiu um ponto sem controle, e o resultado foi o pedido que ela fez para que Antipas mandasse executar o profeta, o que sucedeu. Herodias causou a queda e o exílio de Antipas ao encorajá-lo a buscar exagerado poder político.

            FACEBOOK DO EDITOR

http://facebook.com/JOSEGERALDODEALMEIDA

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

O divórcio e o recasamento-P/12—04/11/2013



                        A CARTA DE DIVÓRCIO
ROBERTSON (Grande autoridade no Grego do NT)
Mt 5:31 – “{A CARTA DE DIVÓRCIO} (apostasion), "um certificado de divórcio" (Moffatt), "um anuncio  escrito de divórcio" (Weymouth).
No grego é uma abreviação de biblion apostasiou (Mt 19:7; Mc 10:4).
Na Vulgata é "libellum repudium". O papiro usa suggraphˆ apostasiou em transações comerciais como "um contrato de liberdade" (veja _Vocabulary_ do Moulton e Milligan, etc.) O documento por escrito (biblion) era uma proteção para a esposa contra um capricho de um marido zangado que poderia mandá-la embora sem um documento que mostrasse o motivo para isto”... “A carta de divórcio, (biblos), um rolo de papel ou documento (papiro ou pergaminho) era uma proteção para a esposa divorciada e uma restrição à frouxidão. 
O  divórcio, foi criado no mundo pagão para dar direito de divorciar e recasar, conceito assimilado pelos judeus quando eram escravos do Egito. Nota-se pelo comentário de Robertson, que neste ponto concorda com o Dr. Loyd Jones  , que o divórcio já era praticado largamente pelos hebreus, quando a lei de Dt 24:1-4 foi dada, pois um caos familiar e social tremendo estava em andamento.  Por isso, para restringir este caos social e familiar, que é a conseqüência lógica do divórcio e recasamento em todos as nações e lugares aonde foi implantado, foi que Moisés visando proteger o casamento defendendo a primeira família abandonada pelo divorcista, e especialmente, proteger a mulher de ser falsamente acusada por ele de adultério, o que implicaria em sua própria morte, concedeu que se fizesse um documento que amparasse a família injustiçada, documento que era prontamente usado para recasamentos, isso por causa da dureza pagã dos corações dos isralitas, de modo que, mesmo na época de Moisés, conforme Dt 24:1-4, as palavras relacionadas a divórcio eram restrição, contaminação e abominação e nunca facilitação.
Ainda convém salientar, que se uma mulher for acusada de adultério pelo marido que quer arranjar uma desculpa para se divorciar, diferentemente das israelitas, essa mulher não está sujeita a apedrejamento por culpa de adultério, portanto, não teria essa desculpa para se divórciar. E quanto à manutenção dos filhos, mesmo sem ser divorciada, pode requerer a pensão dos filhos do marido que dela se separou, ou seu direito nos bens comuns do casal, através de uma separação judicial, que diferentemente do divórcio, torna-se mais fácil haver uma restauração do casamento.
NEM HILLEL, NEM SHAMAI, NEM MOISÉS, MAS O CRIADOR.
Nosso Senhor Jesus Cristo, quando confrontado com a questão do divórcio, não se situou, nas opiniões divergentes das duas escolas farisaícas de Hilel e Shamai, Ele chamou a atenção de todos para o pensamento e caminho original de Deus nos primeiros capítulos de Gênesis.  Foi por essa razão que Cristo veio dar Sua vida por nós, para que vivamos, não segundo as concessões feitas à dureza do coração do homem, como no tempo de Moises, mas para que, vivamos como Deus determinou desde o princípio. No profeta Isaías, Deus confronta os seus superiores pensamentos e infalíveis caminhos, com os pensamentos rasteiros e caminhos fadados ao fracasso do homem.   Escutemos o que Deus tem a dizer claramente em sua Palavra sobre as idéias e soluções do homem em relação as suas idéias e soluções: “Deixe o perverso o seu caminho, o iníquo, os seus pensamentos; converta-se ao SENHOR, que se compadecerá dele, e volte-se para o nosso Deus, porque é rico em perdoar. Porque os meus pensamentos (a verdade imutável e eficiente de Deus) não são os vossos pensamentos (teorias loucas e ineficientes), nem os vossos caminhos (paliativos, remendos mau feitos), os meus caminhos (soluções definitivas), diz o SENHOR, porque, assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos, mais altos do que os vossos pensamentos. Porque, assim como descem a chuva e a neve dos céus e para lá não tornam, sem que primeiro reguem a terra, e a fecundem, e a façam brotar, para dar semente ao semeador e pão ao que come, assim será a palavra que sair da minha boca: não voltará para mim vazia (cumprirá perfeitamente o propósito de Deus), mas fará o que me apraz e prosperará naquilo para que a designei”. (Is 55:7-11).
O Senhor JESUS CRISTO, como que desprezando os pensamentos, soluções e opiniões dos homens sobre o assunto, quer fossem de caráter religioso, filosófico, ético ou legal, conforme a jurisprudência vigente em Israel ou no império Romano, de propósito e de modo inesperado, não entrou no mérito da questão de quem estava certo ou errado em relação aos motivos para divórcio e recasamento, Ele, simplesmente os confrontou com a Toda Suficiente e Sempre Relevante Palavra de Deus, a Única e Definitiva Autoridade, que suplanta qualquer outra lei ou opinião. Veja o episódio seguinte, e note como o Senhor Jesus tratou desta questão, pondo de lado, as opiniões capiciosas e carnalmente conveniêntes dos teólogos e doutores da lei da época, os escribas e fariseus, confrontando-os diretamente com a vontade de Deus declarada em Sua Palavra.
"Vieram a ele alguns fariseus e o experimentavam, perguntando: É lícito ao marido repudiar a sua mulher por qualquer motivo? Então, respondeu ele: Não tendes lido que o Criador, desde o princípio, os fez homem e mulher e que disse: Por esta causa deixará o homem pai e mãe e se unirá a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne? De modo que já não são mais dois, porém uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem". (Mt 19:3-6). Em outras palavras, o que Jesus estava querendo dizer, é que, não importa o que os homens digam ou deixem de dizer sobre o divórcio e o recasamento, pois a verdade de Deus, não precisa do apoio humano para ser verdade, e nem deixa de ser verdade se os homens não crerem na mesma, acharem-na absurda ou não a acharem justa, de fato, o que no final das contas terá a bênção e aprovação de Deus, e por isso é a única coisa que realmente importa, é o que Deus realmente diz em Sua Palavra, o que foi seu plano “no princípio”, pois Deus é imutável, e se o seu plano era bom e justo, com certeza, nem Ele e nem Cristo, iriam mudá-lo, por um plano que o homem achou, mais “humano”, mais “justo”, mais “conveniente” aos atuais ventos e ondas culturais.  Neste ponto, é bom lembrar, o que Cristo disse acerca da lei, ou seja, que não havia vindo revogar ou mudar a lei, mais, cumprí-la, de modo, que ao se posicionar severamente contra o divórcio e recasamento, não estava contrariando a nenhum mandamento dado na lei de Moisés, pois, na Lei Mosaica, não há nenhum mandamento mandando alguém se divórciar, e basta uma olhada superficial em Dt 24:1-4, e veremos, que não há um só mandamento para alguém se divórciar, apenas, Moisés, diz que se alguém viesse a repudiar sua mulher, o que Cristo, disse, ser uma violação do plano original de Deus, que cumprisse suas responsabilidades com o cônjuge e filhos que estava a repudiar, através de uma carta de divórcio.  Em Dt 24:1-4, só há um mandamento, que é proibindo a mulher repudiada e contaminada pelo recasamento voltar ao cônjuge original, deixando claro, que para Deus, o recasamento está carregado de impureza e contaminação, por isso, fora a esse mandamento, de não receber de volta a mulher contaminada, o texto, mostra que não há nenhum mandamento que dê direito alguém se divórciar e muito menos recasar. Uma das regras mais sadias de hermeneutica, é não tirar um ensino ou doutrina, daquilo que o Velho Testamento apenas registrou sem fazer um juízo de valor, e nesse caso, Moisés em Dt 24:1-3, Moisés apenas registra a imitação pagã do Egito, feita pelos israelitas duros de coração e faz provisão através da carta de divórcio para dar proteção a família a abandonada, e não para cercar de direitos aquele que estava abandonando sua família. Naquele estágio da história da salvação e da revelação progressiva, Deus iria tolerar a carta de divórcio, por algum tempo, isso por que ela representava uma rebeldia e profanação do seu plano original, porém, que, com o advento de Cristo e da multiforme graça de Deus no Novo Testamento, Ele próprio, Nosso Senhor Jesus, faz com que tiremos os olhos da época caótica e paganizada na vida dos Israelitas sob a liderança de Moisés, também, faz com que não levemos em conta as polêmicas e questionáveis escolas de Shamai, Hillel, e ainda mais, faz com que desconsideremos tudo que a teologia e antropologia de nossa apóstata época tem inventado, e nos remete diretamente ao “princípio” ao Gênesis, onde o Criador, por um ato soberano casou o primeiro casal, e soberanamente decretou a indissolubilidade do casamento para toda a raça que viria a seguir, tanto antes como depois da queda, quer fossem crentes ou descrentes :
“Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne”. (Gn 2:24).
Nosso Senhor depois de citar Gn 2:24, dá a este texto uma interpretação até hoje insuperavel, defendendo o caráter único e indissolúvel do casamento, declarando que a fusão ocorrida no casamento é tão espetácular que escapa a lógica ou compreensão humana: “De modo que já não são mais dois, porém uma só carne”. Aqui Cristo, usa a estranha matemática divina, que no caso da Santissíma Trindade, faz que 1 + 1 + 1 seja igua a 1, em vez de 3, e no caso do casamento, faz que 1 + 1 seja 1 em vez de dois. E, é exatamente Deus, o Soberano Criador do Universo,  o autor do incrível  resultado desta estranha soma que faz com que um homem e uma mulher casados se tornem indissoluvelmente um, de modo que nenhum homem ou lei humana possa separar, de modo que a conclusão de Cristo a favor da indissolubilidade do casamento se torna clara e evidente, ao sentenciar:
“Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem”. (Mt 19:5,6)
         A palavra “juntou” suzeugnumi (suzeúgnumi), significa:  “unir juntos ou juntamente; atar, ligar, ama-rar, unir em um jugo; unir uma parelha de bois em um jugo; unir duas coisas formando uma unidade, [e de modo especial fala] dos laços do casamento”. 
 Por isso, querido irmão, com problemas conjugais, quem sabe já vitimado por um divórcio indesejado. Por amor de sua alma, e pelo bem do Reino de Deus, não se deixe levar pelas “bondosas e caridosas” saídas arranjadas para que você consiga no final das contas o que você quer, porém, tudo baseado nas areias movediças e abismáticas da palavra dos homens, e não na rocha eterna e bem-aventurada da Palavra de Deus. Obedeça a voz soberana do Senhor e Criador do Universo: “o que Deus ajuntou não o separe o homem”.
O VINCULO OU LIGAÇÃO FEITA ENTRE O HOMEM E MULHER QUE SE CASAM PELA PRIMEIRA VEZ, E TÃO FORTE E PODEROSO, QUE NENHUM HOMEM OU INSTITUIÇÃO DA TERRA  PODE DESFAZER.
“De modo que já não são mais dois, porém uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem”. (Mt 19:6)
Esse “não o separa homem”, inclui você, o seu cônjuge, o juiz que declara o divórcio, e especialmente a igreja e o pastor que o apoio num divórcio e até fazem o recasamento. Lembre-se que Cristo, disse que nesta questão será levado em conta não o que Moisés, os fariseus, Shamai, Hillel, ou teologos e pastores divorcistas e recasacionistas da igreja pós-moderna dizem, aprovam ou desaprovam, mas Ele, o Nosso Senhor,  nos remete diretamente ao Eterno e Soberano Criador em seu ato e  palavras absolutamente autoritativas declaradas no princípio, de modo, que  é a Ele, o onisciente Deus, que não se deixa enganar, a quem teremos de prestar contas, e, volto a repetir,  Com Ele, as nossas desculpas e exegeses esfarrapadas e claramente apostatadas do ensino de Cristo e de Paulo, não vão funcionar. 
O apóstolo Pedro nos lembra, que o juízo começa pela casa de Deus. O Senhor diz em Sua Palavra, que quando alguém quer uma coisa, e luta passando por cima de tudo para tê-la, há grande probalidade de consiguí-la, todavia, será isso mesmo que há de definhar-lhe a alma. Quantas pessoas hoje agonizam desesperadas dentro de um recasamento que lhes faz definhar a alma e a própria existência, porém, pelo que conhecemos de Deus através de seus tratos com o homem tanto no Velho como no Novo Testamento, dá para sabermos como Ele vê a situação dos que desafiam a sua vontade:  “porque você não me escutou quando falei, você não tem do que reclamar, pois, você está tendo exatamente aquilo pelo que o seu “duro coração” lutou”.
“Concedeu-lhes o que pediram, mas fez definhar-lhes a alma”.(Sl 106-15) – “Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará. Porque o que semeia para a sua própria carne da carne colherá cor-rupção; mas o que semeia para o Espírito do Espírito colherá vida eterna”. (Gl 6:7,8)

                     FACEBOOK DO EDITOR

http://facebook.com/JOSEGERALDODEALMEIDA

sábado, 26 de outubro de 2013

O divórcio e o recasamento-P/11—26/10/2013




4a QUESTÃO – ADULTÉRIO ROMPE A ALIANÇA

SE O ADULTÉRIO NÃO ROMPE O CASAMENTO, POR QUE CRISTO PERMITIU DAR CARTA DE DIVÓRCIO NO CASO DE RELAÇÕES SEXUAIS ILÍCITAS?
RESPOSTA:
O ADULTÉRIO PROFANA, TRAUMATIZA, COMPLICA O RELACIONAMENTO, MAS NÃO DESFAZ O VÍNCULO MATRIMONIAL.

SE O ADULTÉRIO DE UM DOS CÔNJUGES, DIVÓRCIO E NOVO CASAMENTO PUDESSEM ANULAR O PRIMEIRO CASAMENTO, DEUS NÃO DIRIA CLARAMENTE, QUE QUEM CASAR COM ALGUÉM REPULDIADO COMETE ADULTÉRIO, E DESDE QUE PARA HAVER ADULTÉRIO TEM DE EXISTIR UM CASAMENTO A SER ADULTERADO, ISSO, LOGICAMENTE SIGNIFICA, QUE O VÍNCULO DO CASAMENTO ANTERIOR NÃO FOI ROMPIDO, DE MODO QUE, O ADULTÉRIO, PROFANA, MACULA, COMPLICA A SITUAÇÃO, ATRAI MALDIÇÃO E CASTIGO, PORÉM, NÃO ROMPE O CASAMENTO ORIGINAL.
“Quem repudiar sua mulher e casar com outra comete adultério; e aquele que casa com a mulher repudiada pelo marido também comete adultério”. (Lc 16:18)

O ADULTÉRIO E SUA DIMENSÃO
QUE É MAIS FORTE? – O VÍNCULO DO CASAMENTO OU A PROFANÇÃO DO ADULTÉRIO?

O adultério na Lei Mosaica é basicamente definido como fazer sexo com uma mulher que pertencia a outro homem pelo casamento ou pelo noivado, que no judaísmo já criava um vínculo, cuja infidelidade sexual de qualquer das partes constitue adultério. (Lv 20,10; Dt 22,22ss).
O adultério, para existir, requer um vínculo matrimonial a ser adulterado ou profanado. De fato, o adultério, embora não quebre o vínculo matrimonial, quebra os votos, promessas, ou compromisso feito por ocasião da aliança matrimonial, e a aliança entre os cônjuges fosse uma aliança meramente humana, condicionada ao comprimento humano daqueles votos, a aliança estaria rompida e o vínculo do casamento desfeito. Porém, o vínculo do casamento, para ser mantido, não está baseado nas cirscuntancias, sentimentos, impulsos, cumprimento ou descumprimentos dos votos. Mas está na decisão do casal em fazerem uma aliança, testemunhada por Deus, que depois de haver sido feita, foi selada por Deus, de modo, que nada que o homem faça, inclusive atos odiosos a Deus, atos feitos pelo homem, como o adultério e o divórcio,  poderão quebrar o selo de indissolubilidade criado pela aliança matrimonial. Por isso, o Senhor disse: “Portanto, o que Deus a-juntou não o separe o homem”. (Mt 19:5,6).
A VERDADEIRA DIMENSÃO DO ADULTÉRIO
1.      Para a sociedade mundana e pagã, o adultério é mais um fato da vida, que foge ao ideal mais que pode ser plenamente tolerado e até justificado;
2.      Aos olhos de Deus o adultério é um pecado terrível e de conseqüências trágicas, tanto nesta vida, quanto no porvir. Nos dez mandamentos sua proibição vem mencionada, logo após o assassinato (Ex 20:13-14). 
3.      No Velho Testamento o adúltero era tão prejudicial e perigoso a comunidade santa de Israel, que deveria ser arrancado radicalmente da mesma, num punição pública, para que servisse de exemplo para todos. Morte por apedrejamento. - Lv 20:10
4.      No Novo Testamento, embora, tenha sido suspensa a pena de morte, Deus prometeu julgar todos os fornicário e adúlteros com a exclusão do Reino de Deus - Hb 13:4; 1 Co 6:9-10.
5.      Na lei do VT não havia provisão graciosa para os adúlteros, embora, houvesse parcialidade na pena de morte, que quase sempre era aplicada apenas a mulher, e não ao adúltero e a adúltera como mandava a lei. Vemos essa parcialidade até no tempo de Cristo, pois somente a mulher foi levada para ser apedrejada.
6.      Na obra graciosa de Deus através de Cristo, foi feita provisão graciosa para todos os perdidos, com essa da blasfemia contra o Espírito Santo. Isso porque a missão de Cristo era exatamente buscar e salvar os perdidos. Um belo exemplo dessa graça perdoara aplicada aos adúlteros é visto quando Jesus mostra simpatia e misericórdia para com a mulher adúltera trazida a sua presença pelos fariseus. Mostrou-lhe sua graça, sem ser conivente com o seu pecado, por isso lhe faz uma séria advertência: “vá e não peques mais” (Jo 8:1-11).
- Muitos, convenientemente, só vêem o ato de misericórdia de Cristo, mas não conseguem enxergar a sua advertência de não mais continuar no adultério.

2. ALIANÇA QUE FUNDAMENTA O CASAMENTO E A PROFANAÇÃO DO ADULTÉRIO:
1.      Aliança entre marido e mulher se veste de um grau de indissolubilidade tão grande e misterioso, que é usada para ilustrar a aliança de caráter indissolúvel no Velho Testamento entre Jeová, o esposo, e Israel a esposa (Os 2:21s; Is 54:5s)
2.      Embora, a infidelidade da esposa simbólica de Jeová, Israel, por se entregar a adoração de ídolos, seja, chamada de adultério e prostituição da mais baixa e vergonha possível, e apesar, ferido em seu amor, Jeová, o marido, dê carta de repúdio a vil adultera, está carta de repúdio era diferente do divórcio pagão que rompia a aliança, pois, Jeová, continua se considerando marido da repudiada, e faz tudo para restaurá-la na sua plea condição de esposa.  (Os 2:4, 7; 4:10; Jr 5:7; 13:27; Ez 23:43ss; Is 57:3)
3.      Portanto, o adultério é pecado gravíssimo e de efeitos terríveis, pois, embora, não destrua o vínculo do casamento, destróe a harmonia, respeito, confiança e felicidade do lar. Por isso, o castigo de Deus para os adúlteros é tão radical e extremado, tanto no Velho Testamento, a pena de morte, como no Novo Testamento, a exclusão da membrasia da igreja, e continuar impenitente do adultério será excluído do Reino de Deus, ou seja, o inferno.

5A QUESTÃO - “COMETER ADULTÉRIO” E “VIVER EM ADULTÉRIO”

EXISTE, MESMO, UMA DIFERENÇA ENTRE “COMETER ADULTÉRIO” E “VIVER EM ADULTÉRIO”  DE MODO QUE, O CASAL DE RECASADOS COMETE ADULTÉRIO APENAS QUANDO RECASA, MAS APÓS SEU ARREPENDIMENTO, DEIXAM DE VIVER EM ADULTÉRIO?
ISTO É VERDADE, OU É MAIS UMA DESCULPA ANTIBÍBLICA PARA ALIVIAR A CONCIÊNCIA DE DIVORCIADOS E MANTÊ-LOS NO ROL DE MEMBROS DA IGREJA?
Rom. 7: 2,3 - ”Ora, a mulher casada está ligada pela lei ao marido, enquanto ele vive; mas, se o mesmo morrer, desobrigada ficará da lei conjugal. De sorte que, enquanto viver o marido, será considerada  adúltera, se for de outro homem; mas, se ele morrer, ela está livre da lei, e assim não será adúltera se for de outro marido”.
I Co. 7:39 - "A mulher está ligada ao marido  enquanto ele viver, contudo, se falecer o marido, fica livre para casar com quem quiser, mas somente no Senhor"
Creio sinceramente na existência de um razoável número de pessoas, que sinceramente considero meus irmãos em Cristo, e que, entraram  nesta difícil situação devido a vários fatores presentes em nossa época, que explicam a razão deles terem entrado em divórcio e recasamento. Creio, inclusive, por que sinceramente, à parte da graça e misericórdia de Deus, não me acho melhor e nem mais espiritual do que qualquer crente divorciado e recasado, que estaria na mesma situação deles, se não fosse a graça de Deus e estivese numa época em que as denominações e igrejas passassem a tratar o casamento como algo “importante” (enquanto for conveniênte), mas descartável, e que o divórcio e os recasamentos, embora, não sejam o “ideal de Deus” para o crente, podem ser tolerados e até mesmo “santificados”, no sentido, de se tornarem plenamente lícitos e aprovados por Deus.
Por isso, neste trabalho, tento sinceramente, despertar a consciência dos pastores, mestres de seminário e líderes da igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo para o decesivo papel que eles exercem em muitos destes divórcios e recasamentos. Mesmo antes, mas especialmente depois de começar este trabalho, já conversei com muitos crentes divorciados, e sempre tive a curiosidade de lhes perguntar qual foi o fator decisivo que os levou a tomar uma decisão de natureza tão drástica, quanto um divórcio e um recasamento. A resposta, quase que invariavelmente era que, além de não verem nem uma saída para os seus casos, encontraram apoio de seus pastores ou algum professor de seminário, que lhes asseguraram que embora o ideal Divino era o casamento, se os problemas não pudessem ser contornados, especialmente, no caso de adultério, a saída era de fato um divórcio e recasamento, com a vantagem de serem aprovados por Deus.
             QUESTÃO - HILLEL E SHAMMAI

AO DAR A EXCESSÃO POR CAUSA DE ADULTÉRIO JESUS NÃO ESTAVA REPÚDIANDO O LIBERALISMO DA ESCOLA DE HILLEL E SE POSICIONANDO AO LADO DA ESCOLA CONSEVADOR DE SHAMMAI?
                        Resposta:
JESUS NÃO ESTAVA CONCORDANDO NEM COM HILLEL E NEM COM SHAMMAI, NEM MESMO COM MOISÉS. JESUS PASSA POR CIMA DE TODAS  AS DITORÇÕES DO PLANO DE DEUS DEPOIS DA QUEDA, E RETORNA AO PRINCÍPIO, AO PROPOSITO ORIGINAL DE DEUS ORIGINAL PARA O CASAMENTO, QUE ERA DE UMA UNIÃO INDISSOLÚVEL. PRINCÍPIO ESSE QUE NUNCA FOI ALTERADO.

A ASTÚCIA DOS FARISEUS - “alguns fariseus, o experimentaram”.

Mc 10:2  E, aproximando-se alguns fariseus, o experimentaram, perguntando-lhe: É lícito ao marido repudiar sua mulher?
De acordo com Robertson, os fariseus tentavam colocar o Senhor numa situação difícil perante os seus ouvintes e discípulos.
Os fariseus,  "não podiam fazer uma pergunta a Jesus sem ser por motivos sinistros" (Bruce). Vejam 4:1 para a palavra (peirazw). {Por qualquer motivo ou causa} (kata pasan aitian). Esta cláusula é uma alusão a disputa entre as duas escolas teológicas sobre o significado de Dt 24:1. A escola de Shammai adotou o ponto de vista severo e impopular sobre o divórcio apenas no caso de  incastidade,  enquanto que a escola de Hillel adotou a visão  liberal e popular sobre o divórcio fácil,  por qualquer motivo, tal como no caso, do capricho do marido que encontrou uma  mais bonita  ou porque queimou seus biscoitos para o café da manhã. Era um belo dilema cuja finalidade é prejudicara imagem de Jesus perante as pessoas. 
                
                 FACEBOOK DO EDITOR

http://facebook.com/JOSEGERALDODEALMEIDA

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

O divórcio e o recasamento-P/10—10/10/2013



                             O DIVÓRCIO NO NT

QUESTÕES A SEREM PRIMEIRAMENTE RESPONDIDAS

1A QUESTÃO - A CONCESSÃO MOSAICA DO DIVÓRCIO

A CONCESSÃO MOSAICA DO DIVÓRCIO FOI UMA CONCESSÃO PERMANENTE OU PROVISÓRIA?
OS CRENTES DO NT PODEM SE VALER DA CONCESSÃO MOSAICA DE CARTA DE DIVÓRCIO?
                                RESPOSTA:
A CONCESSÃO PROVISÓRIA DE MOISÉS NO VELHO TESTAMENTO REGULANDO A SITUAÇÃO DOS QUE SE  DIVORCIARAM E RECASARAM ERA SEMELHANTE A OUTRAS CONCESSÕES ESPECIAIS E PROVISÓRIAS FEITAS POR DEUS NAQUELE PONTO PREMATURO DA REVELAÇÃO DIVINA E DESENVOLVIMENTO DO PLANO DIVINO  – DE MODO QUE, NA PLENITUDE DO TEMPO, DO PLANO DIVINO E DOS RECURSOS DE SUA GRAÇA, CONCESSÕES QUE TOLERAVAM PERVESSÕES AO PLANO ORIGINAL DE DEUS, COMO DIVÓRCIO E RECASAMENTO NÃO DEVEM SER MAIS TOLERADOS NA ERA DO NOVO TESTAMENTO. QUE EMBORA, NO VELHO TESTAMENTO, DEUS TENHA PERMITIDO O RECASAMENTO, COMO UMA CONCESSÃO PROVISÓRIA, QUANDO CHEGAMOS AO NOVO TESTAMENTO, UM SEGUNDO CASAMENTO APÓS UM DIVÓRCIO, ESTANDO O CÔNJUGE DO PRIMEIRO CASAMENTO AINDA VIVO, É DECLARADO POR CRISTO E POR PAULO, COMO UM ADULTÉRIO CONTÍNUO.
Convém, lembrar, que muitos mandamentos e concessões provisórios foram dados no Velho Testamento e suspensos no Novo Testamento. Exemplo de mandamentos e concessões provisórias dadas no VT e que foram suspensos no NT.: 

Mandamentos E Concessões Provisórias Dadas No VT – Por Moisés      Suspensão de Concessões e Mandamento no NT - Por Cristo
                          QUANTO A VINGANÇA
Ex 21:24 – “olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé”.
Lv. 24:19 – “Quando também alguém desfigurar o seu próximo, como ele fez, assim lhe será feito: quebradura por quebradura, olho por olho, dente por dente; como ele tiver desfigurado a algum homem, assim se lhe fará”.    
Mt 5:38- 39 – “Ouvistes que foi dito: Olho por olho e dente por dente. Eu, porém, vos digo que não re-sistais ao mal; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra”;
                          QUANTO A MATAR
Mesmo no Velho Testamento Deus suspendeu mandamentos dando ordens provisórias:
                     Êxodo 20:13 - “Não matarás”.
Êxodo 32:27 - “E disse-lhes: Assim diz o SENHOR, o Deus de Israel: Cada um ponha a sua espada sobre a sua coxa; e passai e tornai pelo arraial de porta em porta, e mate cada um a seu irmão, e cada um a seu amigo, e cada um a seu próximo”. Mt 5:21,22 – “Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; mas qualquer que matar será réu de juízo. Eu, porém, vos digo que qualquer que, sem motivo, se encolerizar contra seu irmão será réu de juízo, e qualquer que chamar a seu irmão de raca será réu do Sinédrio; e qualquer que lhe chamar de louco será réu do fogo do inferno”.
                    QUANTO AOS JURAMENTOS
Levítico 19:12 – “nem jurareis falso pelo meu nome, pois profanaríeis o nome do vosso Deus. Eu sou o SENHOR”.
Números 30:2 - “Quando um homem fizer voto ao SENHOR ou juramento para obrigar-se a alguma abstinência, não violará a sua palavra; segundo tudo o que prometeu, fará”.        
Mt 5:33-37 – “Também ouvistes que foi dito aos antigos: Não jurarás falso, mas cumprirás rigorosamente para com o Senhor os teus juramentos. Eu, porém, vos digo: de modo algum jureis; nem pelo céu, por ser o trono de Deus;... Seja, porém, a tua palavra: Sim, sim; não, não. O que disto passar vem do maligno”.
                          QUANTO AO DIVÓRCIO
               Concessão Provisória dada por Moisés
              Em relação ao divórcio e recasamento:

Dt 24:1-4 – “Se um homem tomar uma mulher e se casar com ela, e se ela não for agradável aos seus olhos, por ter ele achado coisa indecente nela, e se ele lhe lavrar um termo de divórcio, e lho der na mão, e a despedir de casa; e se ela, saindo da sua casa, for e se casar com outro homem; e se este a aborrecer, e lhe lavrar termo de divórcio, e lho der na mão, e a despedir da sua casa ou se este último homem, que a tomou para si por mulher, vier a morrer, então, seu primeiro marido, que a despediu, não poderá tornar a desposá-la para que seja sua mulher, depois que foi contaminada, pois é abominação perante o SENHOR; assim, não farás pecar a terra que o SENHOR, teu Deus, te dá por herança”   
Concessão Alterada por Cristo:
Em relação ao divórcio e recasamento:

Mt 5:31, 32 – “Também foi dito: Aquele que repudiar sua mulher dê-lhe carta de divórcio. Eu, porém, vos digo: qualquer que repudiar sua mulher, exceto em caso de relações sexuais ilícitas, a expõe a tornar-se adúltera; e aquele que casar com a repudiada comete adultério”.
Mc 10:11,12 - “E ele lhes disse: [Para o homem] Quem repudiar sua mulher e casar com outra comete adultério contra aquela. [Para a mulher] E, se ela repudiar seu marido e casar com outro, comete adultério”.
Lc 16:18 – “Quem repudiar sua mulher e casar com outra comete adultério; e aquele que casa com a mulher repudiada pelo marido também comete adultério”.
          PENALIDADE PARA O DIVÓRCIO NO VT E NT
                  Penalidade para o Divórcio no VT
A Lei punia o adultério não com o divórcio mas com a pena de morte.
Dt 22:22 - “Se um homem for achado deitado com uma mulher que tem marido, então, ambos morrerão, o homem que se deitou com a mulher e a mulher; assim, eliminarás o mal de Israel”.
             Penalidade para o Divórcio no NT
Cristo suspende a pena de morte para adultério e a substitui pelo repúdio (separação que dá direito a volta)
Mt 5:31, 32 – “... Eu, porém, vos digo: qualquer que repudiar sua mulher, exceto em caso de relações sexuais ilícitas, a expõe a tornar-se adúltera; e aquele que casar com a repudiada comete adultério”.
Pelos exemplos acima, dá para perceber que na era depois da cruz ou era dos infinitos e multiformes recursos da graça, o padrão exigido por Cristo é muitíssimo mais elevado, do que no Velho Testamento, portanto, ninguém, espere a aprovação ou mesmo perdão fácil de Cristo, por que agiu na base do “olho por olho”, do desdém e cólera contra o inimigo, dos juramentos em nome de Deus, do divórcio e recasamento a moda do Velho Testamento. Se fossemos para viver no baixíssimo nível das concessões feitas na época da lei, Cristo, não teria vindo morrer em nosso lugar para que através de sua poderosíssima graça, o homem pudesse viver em verdadeira santidade, inclusive no casamento. De modo, que os divórcios e recasamentos tolerados no Velho Testamento.
Inclusive alguns fazem uma astuta pergunta: “SE CRISTO NÃO QUERIA PERMITIR O RECASAMENTO, PORQUE PERMITIU O DIVÓRCIO, PELO MENOS NA BASE DA EXCEÇÃO, PROVOCADA PELO ADULTÉRIO ?” – A resposta é mais simples do que os proponentes da mesma imaginam. No Velho Testamento, o adultério não acabava com a aliança matrimonial, só, que o casamento era rompido, não pelo divórcio, mas pela pena de morte contra a parte que adulterasse. Porém, Cristo suspende a pena de morte aos adúlteros, e em lugar dela coloca, o repúdio, como uma separação necessária, quando não há arrepedimento no cônjuge e nem deseja reconciliação.
2a QUESTÃO – DIVÓRCIO IMPLICA EM RECASAMENTO?
O FATO DE QUE PARA A MENTALIDADE JUDAICA NO CONCEITO DE DIVÓRCIO SEMPRE ESTAVA INCLUÍDA A IDÉIA DE RECASAMENTO, O REPÚDIO SÓ FARIA SENTIDO SE INCLUISSE TAMBÉM A IDÉIA DE RECASAMENTO?
A CONCESSÃO MOSAICA DO DIVÓRCIO ROMPIA MESMO O VÍNCULO MATRIMONIAL?  O QUE DE FATO, ROMPE O VÍNCULO MATRIMONIAL?  DIVÓRCIO OU MORTE?
RESPOSTA:
TANTO O VT COMO O NT ESTÃO EM HARMONIA NESTA QUESTÃO DO QUE DE FATO ROMPE O VÍNCULO MATRIMONIAL. VEJA ABAIXO COMO TANTO MOISES, COMO MALAQUIAS CONCORDAM TANTO COM NOSSO SENHOR, COMO COM PAULO, APESAR DA CONCESSÃO MOSAICA, E DA MENTALIDADE JUDAICA E PAGÃ QUE POR DUREZA DE CORAÇÃO ADOTAVAM O CONCEITO E PRÁTICA DE DIVÓRCIO GERADOR DE RECASAMENTO VÁLIDOS, CONTRARIANDO A ISSO, HÁ UMA CONCORDÂNCIA ENTRE O VT E O NT SOBRE O QUE REALMENTE ROMPE O VÍNCULO MATRIMONIAL: A MORTE.
Aqui, também, cabe outra pertinente pergunta: SE NA TOLERANTE ÉPOCA DO VELHO TESTAMENTO, O ADULTÉRIO ERA PUNIDO COM A MORTE, PORQUE NO NT, EM VEZ DE PUNIDO ELE SERIA PREMIADO COM UM NOVO CASAMENTO? O adultério por si só não rompia e nem rompe os laços matrimoniais. Em ambos os testamentos a morte tem de intervir para que os laços sejam de fato rompidos.
Moisés em Dt 24:1-4 diz que a mulher recasada está contaminada, implicando que ela não estava realmente desligada do primeiro marido de modo que ao tentar se ligar a outro através de recasamento, sem ser por morte do primeiro marido se tornou contaminada, ou seja, mesmo dentro da concessão mosaica do divórcio, o recasamento era tolerado, assim como a poligamia, e outras perversões do plano original, mas, jamais, aprovados e reconhecidos, de fato por Deus.
Malaquias diz que o homem recasado ao divorciar e recarsar-se está sendo desleal com a mulher da sua mocidade, a primeira com a qual fez a aliança testemunhada por Deus, mostrando, que as novas nupcias não eram reconhecidas por Deus, e sim, somente a primeira, a a aliança ou pacto que fez com a mulher da mocidade. De modo que, enquanto a mulher da mocidade estivesse viva, estaria ligado a ela, se não, Deus não chamaria o homem divorciado e recasado de desleal, infiel, violento, alguém de quem Ele não aceita com prazer as ofertas ou adoração. (Ml 2:13-16).
O que disseram Moisés e Malaquias no VT concorda exatamente com o que Nosso Senhor e Paulo claramente disseram no NT, ou seja, que somente a morte desvincula marido e mulher do pacto matrimonial.  Por isso, o Senhor disse: “Por causa da dureza do vosso coração é que Moisés vos permitiu repudiar vossa mulher; entretanto, não foi assim desde o princípio” (Mt 19:8), e sem arrodeios mostrou claramente para aqueles que aceitam o que Cristo diz sem quastionar, que divórcio e recasamento, muito longe de ser algo aceito e aprovado por Deus é rebelião contra Ele, rebelião essa produzida por corações duros e insensíveis a Sua Palavra Santa. Paulo, foi mais direto ainda: “ ...será considerada adúltera se, vivendo ainda o marido, unir-se com outro homem; porém, se morrer o marido, estará livre da lei e não será adúltera se contrair novas núpcias” (Rm 7:3).
A INDISSOLUBILIDADE DO CASAMENTO ESTÁ SOLIDAMENTE ALICERÇADA NA ROCHA ETERNA DA PALAVRA DE CRISTO.
Marcos 10:7-9
 “Por isso, deixará o homem a seu pai e mãe e unir-se-á a sua mulher, e, com sua mulher, serão os dois uma só carne. De modo que já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não separe o homem”.
Mateus 19:6
 “De modo que já não são mais dois, porém uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem”.
De modo que Cristo ao  abrir uma exceção para o repúdio do cônjuge traidor e impenitente, não estava ao mesmo tempo, abrindo às portas ao recasamento, o que fica claro, é que em vez da morte, dava uma chance de arrependimento aos adúlteros,  poupando-lhes a vida, ao trocar a pena de morte pelo repúdio, e ao mesmo tempo abria uma válvula de alívio aos que sofriam muito em conviver com uma pessoa que o traía constantemente.
        3a QUESTÃO - A EXCEÇÃO DE MATEUS
A EXCEÇÃO DE MATEUS PARA O REPÚDIO DÁ REALMENTE DIREITO AO RECASAMENTO?
COMO FICA A INERRÂNCIA BÍBLICA DIANTE DO FATO, DE QUE OS PRIMEIROS EVANGELHOS: MARCOS E LUCAS, AFIRMAM SEM SOMBRAS DE DÚVIDAS DE QUE SEM EXCEÇÃO TODO DIVORCIADO QUE RECASA COMETE ADULTÉRIO?
RESPOSTA:
TANTO MARCOS, LUCAS E MATEUS, FAZEM PARTE DA INERRANTE PALAVRA DE DEUS, POR ISSO, MATEUS CONCORDA COM MARCOS E LUCAS QUE TODO RECASAMENTO RESULTA EM ADULTÉRIO, E A EXCEÇÃO É PARA REPÚDIO E NÃO RECASAMENTO.
1o Evangelho: MARCOS
(escrito no final da década de 50 ou início 60 d.C .) 
 “E ele lhes disse: [Para o homem] Quem repudiar sua mulher e casar com outra comete adultério contra aquela. [Para a mulher] E, se ela repudiar seu marido e casar com outro, comete adultério”. (Mc 10:11,12)         3o Evangelho: MATEUS
(escrito em uma data posterior a 70 d.C) 
“Também foi dito: Aquele que repudiar sua mulher  dê-lhe carta de divórcio”. - “Eu, porém, vos digo: qualquer que repudiar sua mulher,  exceto em caso de relações sexuais ilícitas (pornéia), a expõe a tornar-se adúltera; e aquele que casar com a repudiada comete adultério (moiquéia)”. (Mt 5:31-32).
2o Evangelho: LUCAS
(escrito entre  60 e 70 d.C )  
-” Quem repudiar sua mulher  e casar com outra comete adultério; aquele que casa com a mulher repudiada pelo marido também comete adultério”. (Lc 16:18)     
A data de Mateus como o terceiro evangelho a ser escrito é uma informação importante porque o coloca na corrente da revelação Divina após Marcos e Lucas, de modo que o mínimo que se espera que ele faça é exclarecer e adicionar pontos impostantes para se entender melhor as questões tratadas pelos evangelistas que o precederam. Porém, dentro do conceito de inerrância Bíblica, Mateus jamais iria contradizer os evangelistas precedentes. Quanto a data, diz que Mateus foi escrito em uma data posterior a 70 d.C. 
 "O esboço histórico (de Mateus) foi tomado por empréstimo de Marcos, pelo que este livro foi composto após aquele evangelho ter sido composto. Marcos pode ter sido escrito tão cedo quanto 50 d.C., conforme asseveram algumas tradições, pelo que Mateus pode ter sido escrito entre 50 e 70... Há possíveis razões, entretanto, para  atribuirmos a esse evangelho uma data entre 80 e 85 Dc”.   
O que Mateus diz, em nada favorece a idéia de recasamento, especialmente quando o que ele disse é visto a luz do que os evangelistas anteriores tinham registrado. Pois se realmente a exceção dada por Cristo para repúdio desse direito a recasamento, seria um fato importante demais dentro desta questão, para Marcos e Lucas terem deixado de fora. Porém, mesmo que a parte que Marcos e Lucas tivessem deixado de fora, e Mateus acrescentou, fosse apenas, um complemento exclarecedor a mais dos textos de Marcos e Lucas, isso não seria nada novo, pois isso ocorre com freqüência nos três primeiros evangelhos, chamados de sinóticos, onde o relato de um é complementado pelo outro.
O problema incontornável aqui, é que se dissermos que a exceção de Mateus está dando margem a recasamento, muito mais do que exclarecendo, ele estaria contradizendo o que Marcos e Lucas disseram, de modo que, ou ele estava errado ou os dois primeiros evangelistas estavam errados, consequentemente, não interessaria o fato de quem estava errado, se um deles estava errado, a Bíblia conteria erro, e deixaria de ser um livro inerrante, no qual poderíamos realmente confiar.
Análise do texto.
Também foi dito: Aquele que repudiar sua mulher  dê-lhe carta de divórcio”.  “Eu, porém, vos digo: qualquer que repudiar sua mulher,  exceto em caso de relações sexuais ilícitas (pornéia), a expõe a tornar-se adúltera; e aquele que casar com a repudiada comete adultério (moiquéia)” (Mt 5:31,32).
Em toda essa seção do sermão do Monte, o Senhor parte do ensino dado na lei, e que foi interpretado e crido pelos judeus: “Também foi dito: Aquele que repudiar sua mulher dê-le carta de divórcio”.
Discordando ou Revisando o ensino dos Judeus, Cristo usa a expressão: “Eu, porém, vos digo” – Dando a entender que tinha nova revisão e nova revelação ao que tinha sido ensinado desde Moisés e sido deturpado através dos séculos pelos rabinos judeus.
         Nosso Senhor menciona dois possíveis casos onde os homens lançam mão de divórcio:
         A mulher não é culpada de adultério
         A mulher é culpada de adultério
         No caso da mulher não culpada de adultério, o Senhor, ao usar a palavra “exceto em caso de relações sexuais ilícitas (por-néia)”, excluia todas as outras razões para repúdio;
         Ao falar da mulher repudiada por carta de divórcio sem ser culpada de adultério, o Senhor acrescenta a séria advertência, de que, casar com a repudiada resultaria em adultério (que repudiada?), o que seguindo a lógica gramatical do texto, se refere à mulher repudiada indevidamente por carta de divórcio, que mesmo sem ser adúltera, pode vir à torna-se adúltera se alguém vier a casar-se com ela na condição de mulher repudiada.
         Ao proibir que a mulher não adúltera jamais fosse repudiada porque qualquer outra razão, e que quem desobedece a seu mandamento de não repudiar uma mulher não culpada de acultério, se tornaria culpado de dois pecados, o repúdio indevido, e de ter cooperado para que a esposa indevidamente repudiada, uma vez abandonada e desamparada, acabasse por tornar-se adúltera, e quem casasse com ela também se tornaria adúltero. É isso que o texto claramente diz: que a mulher divorciada sem ser pelo adultério e recasar comete adultério.
         Agora, irmãos, como Isaías, eu vos chamo a arrozoar comigo em cima das conclusões lógicas e objetivas deste texto.
1)      Se nosso Senhor diz que a mulher inocente repudiada ao recasar se torna adúltera; Muito mais culpados de adultério são aqueles que recasam porque foram infiéis aos seus cônjuges;
2)      De modo, que Mateus não dá brecha alguma para o ensino de recasamento, nem para parte inocente (traída pelo cônjuge), nem para a parte culpada (infiel).
 Por isso, o que fica claríssimo no ensino de Mateus sobre divórcio é que, não há repúdio válido sem ser por adúltério e que quem casa com a mulher repudiada, seja ela inocente ou não,  comete adultério. Querer tirar de lá a idéia de recasamento, porque para os judeus divórcio implicava em recasamento, é querer ver as coisas pela metade ou do jeito que lhe favoreça. Não era apenas para o judeus que o divórcio incluia a idéia de direito ao recasamento, mas esse era o conceito do mundo pagão inteiro, de onde os próprios judeus assimilaram esse ensino pagão e diabólico.
De modo que, dizer que Jesus estava dando não só o direito da parte inocente repudiar a parte infiel, mas também, estava dando direito a recasamento, porque a mentalidade judaica cria assim, seria muito mais do que fazer uma concessão ao judaísmo, mas ao próprio paganismo. É como se Jesus contradissesse, o que acabava de dizer, sobre voltar o propósito original de Deus na criação, de indissolubilidade do casamento, e não só virasse às costas ao Plano original de Deus, mas, de modo absurdo,  se rendesse ao plano pagão de dissolubilidade do casamento, o que ele mesmo havia taxado de dureza de coração, e pior ainda, fizesse Jesus não saber o que Ele mesmo estava dizendo, ao contradizer as suas próprias palavras,  que tinha acabado de proferir: “o que Deus ajuntou não separe o homem”.
Vimos que o próprio Mateus fala de somente dois tipos de repúdio: (1) Repúdio sem ser motivado por relações sexuais ilícitas; e (2) Repúdio motivado por causa de relações sexuais ilícitas. O que ele deixa muito claro é que o direito de repúdio era dado somente a parte que fosse traída por relações sexuais ilícitas. Não diz claramente se o adultério do recasamento com a repudiada é porque ela foi repudiada sem ser por culpa de adultério, ou se foi repudiada porque foi infiel ao primeiro marido. Embora, o texto diga, simplesmente “repudiada”, a lógica gramatical do texto, mostra que Cristo, ao culpar de adultério o que casa com a repudiada, está se referindo a repudiada indevidamente pelo marido.
Alguns tentam encontrar uma brecha aí, dizendo que essa “repudiada”, é a mulher que o marido repudiou por ser culpada de adultério, por isso, só adultera quem recasar com a mulher repudiada por culpa de adultério, mas quem casa, com a mulher repudiada indevidamente, não comete adultério se casar com ela. Porém não é isso que uma interpretação natural do texto diz.  O que o Senhor diz é simplesmente que a única causa para repúdio são as relações sexuais ílicitas, e que quem casa com a repudiada, independente do repúdio ser pela exceção dada por Cristo ou por outros motivos, comete adultério. Qualquer ensino retirado desta passagem fora de repúdio por relações sexuais ilícitas e adultério para quem casa com a parte repudiada, é ensino que viola as mais elementares regras de hermenêutica ou interpretação bíblica, é querer fundamentar doutrina em especulação e dedução subjetiva altamente duvidosa e com outras passagens contradizendo aquela interpretação. Por isso, basear recasamento na exceção de repúdio registrado por Mateus é alicerçar-se não na rocha eterna da Palavra de Deus, mas nas perigosas areas movediças das comjecturas e conveniências humanas.
  
                      FACEBOOK DO EDITOR

http://facebook.com/JOSEGERALDODEALMEIDA