quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

DIALOGO HONESTO NO CASAMENTO.


DIALOGO HONESTO NO CASAMENTO.P/01
Há alguma nova e dramática descoberta que poderá transformar o amargo matrimônio em algo doce e agradável? Alguma coisa que possa modificá-lo, de bom para ótimo? Sim! Cremos que haja. Nossa "descoberta" é tão antiga quanto o registro do Novo Testamento. Também para o cristão que ainda não compreendeu isso, a idéia parecerá nova. Falamos sobre o "mistério" do qual Paulo escreveu em sua carta aos Colossenses. Como marido e esposa, somos os primeiros a admitir que não estamos aptos a fazer de nosso matrimônio um sucesso. Mas temos aprendido que Cristo, vivendo em nós, está não apenas desejoso de fazer com que o casamento dê certo, mas que seja também belo.
Nossa descoberta para a melhoria
do casamento - e todos os outros aspectos
de nossas vidas - é permitir que Cristo
"viva" em nós a nossa existência diária.
"Fazendo o Melhor Possível com a Ajuda de Deus"
O amor ágape é ativo, isto é, no casamento, faz tudo mais construtivo, edificante e perdoável entre os casais. Entretanto, milhares de crentes têm descoberto que não conseguem viver conforme o consistente estilo de vida deste amor com seus cônjuges. Eles estão cientes de como deve ser o casamento, mas parecem não estar de acordo com este conceito. Muitos casais cristãos estão tentando "fazer o melhor possível, com a ajuda de Deus", talvez por jamais terem tomado conhecimento do método bíblico (a fé que Jesus pode fazer todas as coisas através de você) ou porque não compreendem como aplicá-lo no dia-a-dia. Talvez, até aqui, suas próprias falhas tenham-no preparado, através do Espírito Santo, para uma estratégica resposta que encontrará neste livro. A resposta denominada pela Bíblia "o mistério" é: "Cristo em vós, esperança da glória" (Cl 1.27).
Quando se trata de problemas matrimoniais, Jesus é sempre o ingrediente esquecido. Isto é apenas uma questão de compreender como cooperar com Ele para que nosso Salvador possa trabalhar livremente através de cada um de nós.
Dois Caminhos, Não Três
Casado ou solteiro, novo ou velho, há apenas duas maneiras pelas quais o cristão possa atuar (a Bíblia chama de andar): ele pode andar "no espírito" ou "na carne". Infelizmente, alguns pensam que existe uma terceira, e definem suas alternativas mais ou menos assim:
• “No espírito" significa dar aulas na Escola Bíblica Dominical e ajudar as velhinhas atravessarem a rua.
• “Na carne" significa a cobiça pelo sexo oposto ou por várias outras atrações mundanas.
• "Do meu jeito" é a terceira opção. Ela envolve meu mundo trivial comer, dormir, brincar com as crianças, assistir a campeonatos, etc. aquilo que consideramos nem pecaminoso nem espiritual. O problema é que a Bíblia não faz qualquer referência à terceira opção. Ela fala sobre apenas dois caminhos: "no espírito" e "na carne". E as definições bíblicas são completamente diferen¬tes das nossas: "No espírito" significa confiança total no "Espírito de Cristo" (o Espírito Santo) para expressar sua vida de amor ágape, obediente, através de nós. "Na carne" quer dizer confiar em nossas próprias forças, talento, habilidade, recursos, padrões de vida, sagacidade e quaisquer outras coisas similares para viver¬mos o dia-a-dia (leia Fp 3.3-9). Satanás, o enganador, quer que os crentes vivam de maneira a desonrar a reputação de Jesus Cristo. O plano de Deus para nós, por outro lado, é que nossas vidas enalteçam o seu Filho. Jesus honra o cristão quando este permite que Ele viva por seu intermédio. Aquele que confia em si próprio não conhecerá a vitória sobre o mundo, a carne, os demônios; e causará desonra a Cristo. A responsabilidade de fazer escolhas a cada momento entre duas alternativas está sobre os ombros de cada cristão. A terceira opção, "meu jeito", não é diferente da segunda; é o caminho da carne, pois não utiliza a fé para prosseguir a jornada. Para piorar as coisas, algumas vezes em que pensamos estar andando no Espírito, na verdade trilhamos a vereda da carne.
Isto é real pelo simples fato de nossa tão falada vida espiritual ser dirigida por nossas próprias forças... no "poder da carne".
Cristo como Vida
Por que Jesus veio morar em você e em mim, ao invés de ao nosso lado, sob nós, atrás ou à nossa frente? A resposta é muito simples! O Filho de Deus é o único que já viveu triunfalmente. Ele veio habitar dentro de nós para expressar sua vida de vitória sobre o pecado por nosso intermédio. Eis aqui uma expressão simples e resumida: este é o novo plano, tão antigo como o registro do Novo Testamento.
Pecado - Mais do que Conduta
Para andarmos em Espírito, as Escrituras nos instruem quanto às coisas que tentam nos impedir de atingirmos nossos objetivos.
Nem tampouco apresenteis os vossos membros ao pecado por instrumentos de iniqüidade; mas apresentai-vos a Deus, como vivos dentre os mortos, e os vossos membros a Deus, como instrumentos de justiça (Rm 6.13).
Tenho novamente os dois "caminhos" posso tanto apresentar-me a Deus como fazer algo pecaminoso. Veja, "pecado", no versículo acima, é um substantivo. Porém se, ao lê-lo, você interpretá-lo como um verbo, então não compreendeu uma das mais poderosas verdades do Novo Testamento onde esta palavra significa uma pessoa, um local, uma coisa, e não uma ação (o ato de pecar). Caso você interprete o termo nesta passagem como verbo, sua compreensão bíblica poderá ser comparada à experiência de alguém que trafega pela saída errada de uma rodovia. Em seu clássico e altamente reconhecido trabalho, Expository Dictionary of New Testament Words, W.E.Vine afirma que, em 11 momentos após a cruz, o pecado é um "poder governante ou princípio" o qual é "personificado". O termo "pecado" é o poder representado como pessoa. Não estou certo do que esta palavra significa na Bíblia, mas a mim parece uma imitação de Satanás ao Espírito Santo. E a força que tem a habilidade de promover a guerra contra nossa mente (Rm 7.21-23). O pecado trava sua batalha com pensamentos, palavras ou imagens.
Para esclarecer, imaginemos que o pecado seja personificado em um sargento, e você em um soldado submisso à sua autoridade. Quando ele disser "sapo", você pula. Então não existe escolha, pois o soldado está sob as ordens do sargento. A única maneira de você se livrar do "Sargento Pecado" seria o término da autoridade dele ou o fim de sua obrigação sob as suas ordens. Como isso poderia ocorrer? Através da morte. Caso o Sargento Pecado morresse, você estaria livre de sua autoridade. Se Você falecesse, certamente estaria fora de sua ditadura. De qualquer forma, um dos dois precisaria morrer para que você fosse liberto. Tendo em mente, considere agora esta passagem bíblica: ... sabendo isto: que nosso velho homem foi com ele crucificado {você morreu}, para que o corpo do pecado seja desfeito, a fim de que não sirvamos mais ao pecado. Porque aquele que está morto está justificado do pecado [o substantivo] (Rm 6.6,7). (Ênfases e colchetes adicionados.) Sua morte espiritual (em Cristo) o liberta das habilidades do pecado, para que você obedeça. E agora, de certa forma, renasceu como um civil, livre da autoridade do sargento.
... considerai-vos como mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus, Nosso Senhor (Rm 6.11).
Recomeçando sob Nova Direção
Eis uma parte do evangelho muito importante, omitida pelos bem intencionados professores, pois não a vêem como realidade. Você morreu em Cristo quando Ele foi crucificado (Rm 6.6). Então nasceu como uma nova pessoa em Jesus, quando de sua ressurreição (leia 2 Co 5.17). Todos os verbos gregos que descrevem este processo estão no passado. É um prato feito! Ele vem com o pacote quando a pessoa é salva, e o batismo nas águas é uma reconstituição simbólica disto (Rm 6.4). Como um novo ser espiritual, você já não está mais sob a autoridade do "Sargento Pecado". Agora possui um novo Mestre, Jesus! Sua morte resultou em uma libertação permanente da autoridade tirana do pecado sobre você. Não é preciso mais dar atenção a ele, pois você está sob um novo comando. Na verdade, morreu para o pecado e agora vive para seu novo Líder, Cristo (leia Rm 6.13). Imagine o "Sargento Pecado" gritando em seus ouvidos, ordenando que você se levante da cama, corra e pegue as pontas de cigarro com os dentes enquanto faz cinqüenta flexões. Agora pense em sua pessoa, nascida inteiramente nova (não o mesmo soldado cativo ressuscitado da morte), sorrindo e dizendo: "Não perturbe, sargento, você não tem mais autoridade sobre mim!"
Queridos leitores, se vocês conhecem a Jesus como seu Salvador pessoal e Senhor, este é exatamente seu novo relacionamento para com este poder que a Bíblia chama de "pecado" (Rm 6.7).
A Estratégia Secreta de Satanás
Vamos agora dar ao pecado alguns trunfos. Ele não desiste facilmente, pois sabe que nosso cérebro foi programado durante os anos em que esteve sob sua autoridade, e, embora você seja um novo cidadão, provavelmente ainda reage de acordo com a antiga maneira "militar". (A Bíblia chama estas antigas atitudes de "carne" [leia Fp 3.3-9].) Caso o "Sargento Pecado" pudesse de alguma forma infiltrar-se em seu cérebro e personificar o antigo soldado você que costumava estar tão prontamente submisso à sua autoridade, então ele poderia constantemente "falar" para o seu novo eu como se ainda estivesse sob o seu comando! Ele tiraria vantagem de sua antiga condição de "militar", utilizando pronomes singulares na primeira pessoa (eu, meu, etc), e "falaria" com seu próprio sotaque. Você seria seduzido a pensar que o raciocínio era proveniente de sua própria mente! Em qualquer situação que se encontrasse, o "Sargento Pecado" falaria com você, disfarçado de antigo soldado ("velho homem", "velha natureza"), intimidando, tentando, acusando, atormentando, induzindo-o a agir como se ainda lhe estivesse servindo. Ele finalmente o confundiria tanto que você ficaria convencido de que possui duas personalidades, a "civil" (boa) e a "militar" (má). De fato, este é um erro comum ensinado por muitos professores bem-intencionados.
Se o "Sargento Pecado" fosse hábil o suficiente, ele poderia até mesmo convencê-lo de que você jamais se tornou um "civil". Felizmente, pela graça de Deus, esta batalha já foi vencida não por nós, mas por Cristo. Participar de sua vitoria é uma simples questão de crer que Jesus vive em nós e deseja repetir a mesma vida vitoriosa por nosso intermédio. Você pode dizer: " eu nunca ouvi isto antes!" Respondería: "Eu também não, até Deus começar a revelar-nos isto, após ficarmos em um beco sem saída". Ele salvou ambos: nosso casamento e minha vida de um suicídio. Deixe-me dizer uma coisa: não absorva ensinamentos bíblicos ministrados por qualquer pessoa, sem antes pedir ao Espírito Santo que o examine para você através da Bíblia e pelo testemunho dEle em seu próprio espírito, por intermédio de um sentimento de aprovação interior. Rogo que você busque a opinião dEle quanto a tudo que falamos.
Você Personificará Qualquer Coisa que Acredite sobre si Próprio
Para cada versículo do Novo Testamento que fale sobre Cristo habitando no cristão, há dez que afirmam estar o crente em Jesus, ou seja, uma proporção de dez por um! As passagens bíblicas que falam sobre sua habitação em Cristo referem-se à sua morte e seu novo nascimento nEle. Através deste processo de morte/ ressurreição, Deus mudou sua identidade espiritual, de injusto para justo ("tudo certo" com o Senhor). Sua essência agora é o seu espírito. Você é um ser espiritual em veste terrena, não uma criatura física com um espírito. Deus transformou sua identidade espiritual através da crucificação do velho espírito homem/mulher e reiniciou tudo, não física, mas espiritualmente, tornando-o assim um novo ser espiritual! Sugiro sinceramente que você invista algum tempo pesquisando sobre esta questão tão importante. Procure todos os termos "em Cristo" na Bíblia, incluindo "em Jesus Cristo", "nele", "em Jesus", "naquele", etc. Tome nota dos tempos dos verbos e das frases descritivas que Deus usa para falar de você. o qual agora é uma "nova criatura" em Cristo (leia 2 Co 5.17). O Senhor providenciou mais do que o perdão para os nossos pecados; Ele transformou nossa identidade espiritual de (homem/mulher) pecadores para (homem/mulher) santos (santificados)! Estas são as formas pelas quais Deus nos descreve em sua Palavra. E tais descrições substituem qualquer registro da personalidade mundana, as opiniões dos outros, e até mesmo a sua própria! Seu novo nascimento em Cristo proporcionou-lhe uma nova identidade a verdadeira agora, e por toda a eternidade. Aceitar esta realidade é essencial para sua vitória sobre o pecado.
Você Precisou Morrer antes de Nascer de Novo
Como muitos crentes não sabem que foram crucificados em Cristo antes de nascerem de novo, agora estão sentenciados a concluir que são esquizofrênicos espirituais. Dê uma olhada em algumas evidências bíblicas, as quais afirmam que os cristãos precisam literalmente morrer e renascer como novas criaturas: Jesus disse: "Ninguém tira um pedaço de veste nova e o põe em veste velha; pois rasgará a nova, e o remendo da nova não se ajustará à velha" (Lc 5.36). Se aplicarmos isto à nossa identidade em Cristo, Ele afirmava que não há meios de uma pessoa ser um "militar" e um "civil" simultaneamente. Jesus disse: "Ninguém põe vinho novo em odres velhos; do contrário, o vinho romperá os odres; e tanto se perde o vinho como os odres. Mas põe-se vinho novo em odres novos" (Mc 2.22). Ele quis dizer que não é possível colocar o Espírito Santo dentro do antigo "soldado", pois este não resistiria! Apenas "civis" podem suportá-lo (leia Ez 36.26,27). A Bíblia ensina que a luz não pode se misturar com as trevas; contudo temos acreditado que nós, cristãos, possuímos uma identidade bipolar de luz e trevas.
• Fomos justificados (completamente perdoados e santificados I Co 6.11).
• Temos paz com Deus (Rm 5.1).
• Somos aceitos (Rm 17.7).
• Estamos livres da condenação (Rm 8.1).
Somos filhos de Deus - o Senhor é literalmente nosso "Pai" (Rm 8.14,15; Gl 3.26; 4.6).
• Somos o templo do Espírito Santo (1 Co 3.16).
• Somos novas criaturas (2 Co 5.17).
• Somos a justiça de Deus em Cristo (2 Co 5.21).
• Somos santos (Ef 1.1; Fp 1.1).
• Temos acesso direto a Deus através do Espírito Santo (Ef 2.18).
• Somos justos e santos (Ef 4.24).
• Somos remidos e perdoados de todos os nossos pecados (Cl 1.14).
• Cristo é agora nossa própria vida (Cl 3.4).
• Somos filhos da luz e não das trevas (1 Ts 5.5).
• Somos inimigos do Diabo (1 Pe 5.8).
• Somos perfeitos em Cristo Jesus (Cl 2.10).
Casa Dividida Não Fica de Pé
Jesus disse - referindo-se à ação do enganador - que "todo reino dividido contra si mesmo é devastado; e toda cidade ou casa dividida contra si mesma não subsistirá" (Mt 12.25b). Por que então os cristãos temos ingenuamente acreditado que cada um de nós foi recriado como uma "casa dividida contra ele/ela mesmos", "meio-soldado", "meio-civil"? Eu pergunto a você: Poderia Deus, aquEle "que vos chamou das trevas para sua maravilhosa luz" (1 Pe 2.9), deliberadamente resgatá-lo para uma experiência de vida do tipo "não consigo suportar", estabelecendo-o como uma casa dividida entre si mesma? Não! Querido leitor, você não está travando uma batalha "civil"! Estes pensamentos que o atormentam não são seus. É o "Sargento Pecado" personificado em seu velho homem que foi crucificado com Cristo. Trata-se do inimigo de sua alma. Ele faz com que sua antiga identidade ainda pareça viva. Há uma trágica diferença entre o Cristianismo contemporâneo e o do primeiro século. Nossos líderes e até mesmo os mais elevados perfis de heróis da fé estão vacilantes Deus nos ajude! Se muitos deles não podem resistir à tentação, que chances têm os membros das igrejas? Pela graça de Deus, aqueles que resistem às tentações são os que descobrem o apropriado "mistério... que é Cristo em vós" (Cl 1.27). Aqueles dentre nós que não apenas sobrevivem mas são "mais do que vencedores através dele"
têm descoberto que nós não podemos viver a vida cristã, mas somente Jesus, dentro de nós, consegue. Aceitamos nossa verdadeira identidade em Cristo, e como podemos deixar que Ele viva por nosso intermédio para vencermos o poder do pecado?
Fazendo Casamentos Cristãos Darem Certo
Então, o que tudo isto tem a ver com discórdia matrimonial? Qual a aplicação destas palavras às esposas desencorajadas, maridos desapontados e casais desiludidos? Como podem libertar-se da decepção enfrentada pelas famílias em crise? Como este livro sobre casamento pode conter qualquer esperança maior para nós do que os outros? Nas páginas seguintes, o prezado leitor descobrirá como a realidade da vida de Cristo em você o capacitará e a seu cônjuge a fazer seu matrimônio dar certo. Verá também como, a não ser através desta realidade, nós mesmos destruímos nosso relacionamento, bem como um ao outro. Você ouvirá de cada um de nós como temos mudado de dentro para fora através da vida de Cristo.
Graça sobre Graça
Cristo em mim, a esperança da glória. Esperança que bela palavra! Em nossos papéis como maridos e esposas, em todas as coisas que fazemos como cristãos, é imperativo que compreendamos esta poderosa verdade de Cristo em e através de nós e o coloquemos em todos os aspectos de nossas vidas. Ele é nossa única esperança para sermos vitoriosos nos dias tenebrosos que enfrentamos.
Carne Versus Carne = Desastre
Deus estabeleceu certas leis para nós, como maridos e esposas. Elas, assim como a gravidade,
são para o nosso bem, e, se as violarmos, algo sairá errado.
ESPOSA: A mesa redonda de carvalho, o piano, etc. Estas mobílias não eram tão antigas quando as compramos -foram as coisas mais baratas que pudemos encontrar na loja de móveis usados. Agora que envelhecemos, elas se tornaram mais valiosas.
(Parece que os seres humanos são os únicos que não ficam mais valiosos com o passar do tempo!) Portas de armários entalhadas. Antigas garrafas de vidro para leite. A lata para guardar bolachas. Ao olharmos estas simples coisas que repousam sobre a estante, sentimos emoções variadas as quais têm sido cuidadosamente depositadas em nosso "banco de memórias" durante os anos de casamento. Sonhos versus Realidade
Como uma jovem noiva, entrei para o santo reino do matrimônio com grandes expectativas. É claro que possuía grandes propostas para cada área de minha vida, porém a maior era viver um casamento "perfeito". Nos fazíamos parte da geração romântica... mas de alguma forma este romantismo não se tornara real. Nosso casamento não era tão "perfeito" como eu esperava. A vida não caminhava conforme meus planos. Sonhos de Satisfação Pessoal
Quando minha esposa relembra suas expectativas matrimoniais, fico ciente de quão imaturo e despreparado eu era para dar este passo tão importante. Também preciso ser honesto. Sendo virgem, meu maior interesse pelo casamento era que esta bela mulher satisfizesse minhas necessidades físicas. Naquele tempo, esta era para mim a definição de céu, pois parecia ser a prioridade de minha vida. Eu possuía um bom emprego, um futuro promissor e excelentes amigos com quem caçava e pescava. Pensava que se tão-somente pudesse resolver o problema do casamento, minha paixão seria satisfeita e não mais interferiria em meus outros interesses recreacionais. A vida seria uma suave navegação.E quanto ao romantismo citado por minha esposa? Certamente era especial ouvir músicas românticas; mas quando isto acontecia, elas eram apenas uma abertura para o quarto. Minha preocupação era ter minhas necessidades satisfeitas, periodicamente. Eu estava preocupado somente comigo. Quando a carne foi satisfeita, a fumaça da lua-de-mel se dissipou e adentramos à vida de casados,
outros apetites surgiram: eu queria um carro novo, uma casa nova, um barco a motor para pescar, além de desejar escalar a montanha da carreira profissional. Outros problemas causaram complicações adicionais. Uma vez que o leito matrimonial havia removido um pouco da minha inibição sobre a possibilidade de ser mais agressivo sexualmente, comecei a analisar mais seriamente as cercas que envolviam os "pastos mais verdejantes" da vida. Encontrava-me em uma profunda cova de desejos ardentes, e, por causa disso tudo, era um homem frustrado e infeliz... Deixe-me relembrar uma cena típica dos primeiros anos de nossa ditosa vida matrimonial. Meus pais viriam nos visitar; então eu desejava que a casa estivesse em perfeita ordem. Precisava instalar trilhos para as novas cortinas. Entretanto, pedir que meu esposo fizesse coisas do gênero parecia nunca dar muito certo (para suavizar!). Finalmente criei coragem e resolvi solicitar-lhe este favor. Sim, Bill foi condescendente para colocar a cortina, mas cada palavra e cada movimento indicavam que certamente não estava gostando de fazê-lo. Eu sabia o que passava em sua mente: Mulher nenhuma me diz o que fazer. Afinal, por que ela tem de trocar estas cortinas? Mulher burra. Sempre tentando controlar meu tempo. Enquanto isto, meus pensamentos refletiam minha própria ansiedade: Oh, Senhor, não deixe que ele machuque o dedo. Não permita que aconteça algo errado. Eu sabia como deveria ser feito, qual o lado certo para começar a instalar a cortina, mas me esqueci da ordem! "Você poderia segurar a cortina do lado certo?" solicitou-me meu Marido. "Desculpe!" respondi-lhe.
"Eu já ensinei como você deve colocar esta cortina umas dez vezes. Não sei por que preciso estar fazendo isto. As janelas pareciam estar bem do jeito antigo!" retrucou ele. Naquele momento já havia um nó em minha garganta e as emoções ameaçavam transbordar por todo o aposento - não era exatamente o que tinha em mente para a visita de meus pais!
À Maneira de Deus - Fazendo as Coisas Acontecerem
MARIDO : Por que eu tinha que ser tão cabeça-dura? E por que minha ESPOSA era tão insegura e medrosa em nosso relacionamento? Para responder estas questões, gostaríamos que você conhecesse o senhor Machão Ameaçador Carne e a senhora Super Sensível Carne MARIDO e ESPOSA. Desejamos descrever nossos "padrões carnais" para vocês e mostrar que permiti-los no controle da situação quase destruiu nosso casamento. Em primeiro lugar, precisamos compreender que Deus estabeleceu certas leis na Terra. Tomemos a da gravidade como exemplo. Ela existe para o seu bem, pois impede que caia um planeta, faz com que as águas deslizem, e assim por diante. Mas se for violada, algo de errado acontecerá. Deus também estabeleceu certas normas as quais designou para nós como marido e esposa, e Ele não é uma pessoa arbitrária. As leis matrimoniais, assim como a da gravidade, são feitas para o nosso bem, e, caso violadas, algo dará errado. Pode ser conosco, com o nosso casamento, com os nossos filhos. Alguma coisa não dará certo, até que estejamos "no prumo", de acordo com o que o Senhor deseja. A descrição do trabalho de um deus falso é: "Ele dirige todas as coisas". Existe apenas um Deus verdadeiro, e se desejamos experimentar sua paz, precisamos deixar que Ele nos conduza. Ele nunca nos deixará "entrar em seu descanso", enquanto estabelecermos as nossas próprias regras.
Senhor do Ringue
Usarei a mim mesmo como exemplo. Começando por minha infância, mostrarei como o meu padrão carnal de comportamento foi desenvolvido. Papai e Mamãe cometeram alguns erros, mas não posso culpá-los pelos meus atos. Gerei tais atitudes, esforçando-me para satisfazer minhas necessidades na casa deles. Eu os amo, e não modificaria meu passado, pois agora posso vê-lo como sendo parte de minha peregrinação com Cristo. Deus é amor. Por isso, criou a cada um de nós com a necessidade humana básica de sermos amados, pois se não precisássemos de carinho, não necessitaríamos do Senhor. Boa idéia, não?
Mas quando você e eu aparecemos na Terra, não sabíamos coisa alguma sobre Deus. Então tratamos de satisfazer nossa necessidade de ser amados. Cada um de nós traçou um círculo imaginário ao seu redor e declarou-se deus (governante) daquele "pedaço". Estabelecemos nossas próprias regras, e lutamos para termos nossas necessidades atendidas. Chamo isto de "brincando de Senhor do Ringue". E esta ação é uma outra maneira de descrever o pecado original. O bebê é completamente egocêntrico, o pequeno "senhor dó ringue". Se ele acordar às 2 horas da madrugada com frio, molhado e faminto, não fica deitado pensando: Coitadinha da mamãe, não posso fazê-la levantar novamente esta noite. Ela precisa descansar. Vou esperar até o amanhecer. Sem chances! O bebê diz: "Ei, acorde! Venha cuidar de mim!"
Eu Fiz à Minha Maneira
Por causa deste egocentrismo, o bebê aprende que ninguém além dele mesmo é capaz de transmitir a lição que obtém dos outros. Ele não entende coisa alguma sobre as pessoas ao seu redor. Por exemplo: se ninguém de sua família o beija, ele não conclui que é difícil para eles demonstrarem afeição. Ele apenas descobre: Não sou beijado. Quem iria querer fazer isso? Embora com o raciocínio egoísta, a criança estabelece padrões carnais para conviver em sua família - seu "ringue". Agora, é importante compreendermos que nossas emoções "refletem" em nossas mentes. Se a pessoa dirige seu raciocínio para estímulos medrosos, como o rosnar de um "doberman", ela ficará com medo. Caso coloque em sua mente que não é amada, ela não se sentirá digna de ser beijada. Quando a razão fica voltada para estas coisas, de maneira consistente, na escala de um a dez, seu "sensor" ficará fixo no oito. Quando a pessoa tem cinco anos de idade, todos os pontos inferiores a oito serão corroídos. Se seu sensor afirma que você é um "oito" sobre não ser digno de receber beijos na maioria do tempo, eventualmente acreditará que sua mente está certa. O padrão da carne está sendo programado em seu cérebro.
A Viagem do Ego Machista
Vejamos como meus específicos padrões carnais foram desen-volvidos. Ainda garotinho, era imperativo que eu aprendesse a aceitar a mim mesmo como homem. Como isto poderia ser feito? Aos seis anos, eu precisava sentir que podia chutar a bola melhor do que uma menina, transpirar mais do que ela ou lidar com cobras sem ser mordido por elas. Resumindo, necessitava sentir que era o sexo forte. Deus me fez assim. Não era uma viagem do ego, e sim uma simples questão de ser homem. E tão normal para os garotos serem desta forma como para as garotas calçarem os sapatos de salto de suas mães. Fomos destinados a ser dragões assassinos.
Meus pais eram os senhores do ringue também. Eles estabeleceram seu casamento de maneira contrária ao plano de Deus. Assim, mamãe realmente "representava" agia em sua vida diária o papel de marido, e papai "fazia" o papel de esposa. Este era um consentimento invertido, de acordo com a maneira estabelecida pelo Senhor. Meu pai era totalmente submisso à autoridade de minha mãe. Caso eu pedisse autorização a ele para fazer qualquer coisa, ouvia como resposta: "Pergunte a sua mãe". Finalmente, rejeitei-o como meu modelo de padrão masculino e parei de pedir-lhe algo. Mamãe era fisicamente feminina, e por esta razão representava a feminilidade para mim. Enquanto aprendia a aceitar a mim mesmo como homem, gradativamente comecei a tornar-me mais forte do que ela. Era como escalar o monte Everest! Ninguém era mais robusto do que minha mãe. Nós a descrevíamos como sendo "forte como um acre de alho"- pelas suas costas. Alguns filhos são tão intimidados em um ambiente como este que, com muita ajuda do enganador, dão uma guinada de 180 graus e tornam-se homossexuais. Outros entregam sua masculinidade, imitando as atitudes de seus pais e tornam-se passivos. Foi o que fez meu pai quando criança. Estes homens passam a vida submissos a todo mundo, esperando serem aceitos por nunca balançar o barco.
Ainda outros rebelam-se diante do domínio da mãe sobre eles e relutam; desdenham da passividade do pai e o rejeitam como modelo. Decidem provar que são másculos ao seu modo, e desenvolvem padrões de masculinidade carnais. Escolhi a terceira opção. Enquando brincava de senhor do meu ringue, eu me esforçava para ser masculino. Como poderia provar minha masculinidade a mim mesmo? Tornar-me-ia vulgar e profano. Seria um atleta, ou aprenderia aquele olhar de "não pise em mim". Infelizmente isto era um pouco difícil para um garoto recém-saído das calças curtas, pesando 49 quilos. Quando finalmente floresci e tornei-me um iniciante no futebol, sabia que realmente existia um Deus. O que mais eu poderia fazer? Seduziria as garotas do colegial. Isto era ser macho! O problema é que ninguém havia trocado beijos em nossa família. Mamãe nunca permitiu que nem mesmo o cachorro nos lambesse. Então eu não me sentia "beijável". Meu sensor estava estagnado. Nunca havia feito sexo. Precisei lutar para começar a beijar! Todos os meus conflitos sexuais tinham lugar em minha vida de reflexão um padrão carnal, a propósito, iria eventualmente importunar-me em minha vida adulta como cristão. Todos esses elementos estavam envolvidos no desenvolvimento de meus padrões carnais.
Meus Arquiinimigos
Um grupo de pessoas em particular transformou-se em meu arquiinimigo. Elas eram a constante lembrança de minhas fraque-zas e inabilidade de aceitar a mim mesmo como um homem "real". Elas tratavam minha masculinidade da mesma maneira que minha mãe costumava fazer. Eu jogava minha frustração sobre elas na forma de insulto, sarcasmo, censura e ridicularização. Mulheres fortes me impediam de aceitar a mim mesmo. Elas bagunçavam meu "ringue." Então eu me casei. Com que tipo de mulher? Alguém que aliviaria a minha pressão, certo? Errado. Casei-me com uma mulher forte como um acre de alho. Você pode perguntar: "Mas por que fez isto?" Porque meu sensor-antena estava bloqueado!
Eu me sentia como um garoto que tentava adentrar em outro mundo com responsabilidades de um homem, e não podia frear isto. Assim, casei-me com alguém que poderia carregar o fardo dos dois papéis neste relacionamento. Então, quando ela agiu exatamente como eu desejava, fiquei descansado! Após o término da lua-de-mel, comecei a desatrelar meu interminável suprimento de crítica, sarcasmo e hostilidade contra as mulheres em cima de minha preciosa esposa. Tentei destruir minha amada.
Transformado por uma Mente Renovada
Após entregar minha vida a Cristo com a idade de 29 anos, todos os meus padrões de vida mundanos tornaram-se minhas "velhas maneiras". Meu único conhecimento sobre a "carne" assemelhava-se ao que Paulo descreve em Filipenses 3.4-7. Eu havia me tornado uma "nova criatura", e meu comportamento mudara de diversas formas. Entretanto, mesmo tendo aceitado a Jesus, a velha hostilidade e censura a minha esposa realmente parecia piorar. Meu cérebro havia sido programado de maneira errada durante toda a minha vida, e ainda andava segundo a carne. Aos olhos das pessoas, eu era uma alma piedosa. Porém, na verdade era um destruidor de meu próprio lar. E não podia desistir. Finalmente, após 13 anos de frustração, tentando e falhando em viver uma vida cristã, Deus conduziu-me ao fim de meus recursos. Ele mostrou-me, através de minhas fraquezas, que não havia colocado Cristo dentro de mim para ser meu auxiliador, mas para expressar sua vida por meu intermédio. Eu falhei em minha própria habilidade de conduzir-me durante as crises mais profundas de minha vida. Esta falha provou ser a melhor chave para descobrir Cristo em minha existência.
Um Prêmio pelo Desempenho Vencedor
ESPOSA : Durante aqueles anos traumáticos de nosso casamento, um psicólogo teria olhado para mim e dito: "Ela não tem problemas". Porém, minha vida era um poço profundo com paredes lisas e areia movediça no chão. A falta de sossego fazia apenas com que eu afundasse mais. Eu não conseguia sair daquela situação. Era infeliz, frustrada, magoada.
Apenas sobrevivia. Casei-me com alguns atributos muito positivos. Era eficiente, sociável e autoconfiante, com um histórico escolar invejável: representante do conselho de alunos do primeiro grau; presidente sênior do conselho de alunos do segundo grau; oradora da formatura; eleita a garota mais popular da escola - as coisas iam de vento em popa. Toda minha vida havia sido construída com base na aceitação pessoal, e quando este padrão é abraçado durante muitos anos por uma pessoa, ela geralmente volta-se para uma performance baseada na auto-aceitação. Para piorar as coisas, em algum momento comecei a pensar: Se você me aceita quando minha performance é boa, o que faria se ela fosse perfeita? Com esta idéia fixa, outro fardo de opressão, autocondenação e introspecção constante apertava meu pescoço! Adicionemos isto à personalidade supersensível a qualquer crítica de avaliação - sensibilidade que captava o menor gesto de censura: "Não me diga que errei! Não fiz coisa alguma de errado foi perfeito. Fiquei acordada até de madrugada para ter certeza que tudo estava certo!"
O Veneno do Perfeccionismo
Para resumir, eu era o tipo de pessoa cuja performance tinha de agradar, pois era perfeita. Que técnica frágil para obter a aceitação dos outros e de mim mesma! Meu marido também era perfeccionista, só não exigia uma performance perfeita de si próprio. Com as pessoas ao seu redor, as quais supostamente deveriam atender às suas necessidades, ele era implacável. Esta é uma das características da pessoa com padrões "carnais indulgentes". Estes dois modelos, ser uma superpessoa, perfeccionista e supersensível sobre as críticas quase destruíram a mim, ao meu casamento e a minha família. Minhas técnicas para obter a aceitação e o amor nos anos que antecederam ao casamento haviam sido um sucesso. Quem executa a ação é impulsionado a completá-la e, embora ficasse desencorajada quando não me saía muito bem, sempre havia um novo amanhã, outra chance, uma nova luta.
Então, o grande evento, o casamento -havia chegado, e eu não era vencedora. Pelo contrário, estava arrasada. Para completar, não conseguia sair deste "contexto" para nenhum outro. No meu tempo de colégio, aprendi a proteger minha imagem "perfeita", não tendo amigos; não desejava que alguém me visse quando não estivesse "bem" e agindo corretamente. Percebam, minha idéia era que eu não seria aceita ou querida pelas pessoas caso não atuasse bem o suficiente para agradá-las. Infelizmente, meu casamento validou esta maneira de pensar. Meu futuro marido me conhecia, mas jamais aceitaria aquele meu modo de ser. Meu temor foi justificado. Se minhas "virtudes" fossem descobertas, jamais seria amada por alguém. Minhas técnicas já não mais funcionavam, e minha auto-estima começou a desmoronar.
A Verdade sobre o "Senhor Maravilha"
Não orei sobre a pessoa com quem iria me casar. Meu futuro marido e eu namoramos firmemente durante cinco anos. Estávamos sempre juntos. Com certeza, conhecemos alguém após estar sempre junto com ele durante cinco anos, você não acha? Pensei que o conhecia durante este tempo de namoro e noivado. Ele era amoroso e bonito. Nunca amaldiçoava ou contava histórias impróprias. Era simplesmente o "Senhor Maravilha". Então nos casamos, e quando ele me carregou castelo adentro, este belo homem, terno, puro, generoso, atencioso, transformou-se de maneira inacreditável.
A mudança mais terrível foi quanto às coisas que disse a mim. Em uma manhã de sábado em nosso primeiro apartamento após a lua-de-mel, Ele disse: "Querida, quero falar com você". Tomou-me então pela mão e levou-me até a sala de estar. Sentamos no pequeno sofá florido (que eu havia acabado de recobrir, e parecia muito bom, obrigada), e falou de maneira muito gentil: "Querida, gostaria que você aprendesse a fazer ao menos uma coisa certa".
MARIDO : Que cara...
ESPOSA : Pensei que estivesse fazendo tudo certo, mas certamente não estava. Talvez meu marido esperasse que suas palavras fossem me derrotar,
lembre-se que seu desejo era destruir as mulheres fortes e capazes.
Mas suas expectativas estavam erradas. Suas críticas impulsionavam-me a fazer as coisas da melhor maneira possível, maiores e mais perfeitas. Veja, o que impulsiona o perfeccionista são as palmas, e minhas tentativas eram para que ele reconhecesse meu esforço e perfeição. Se não conseguimos o aplauso necessário, começamos a morrer. Assim eu me encontrava engajada em uma batalha de vida ou morte e estava perdendo. Oh, mas ainda iria lutar.
A Batalha pelo Elogio
Quando meu marido trabalhava nos campos petrolíferos durante suas férias de verão como professor, costumava sair de casa às 7:30 da manhã e voltar às 5:00, sujo, cansado, faminto e mal-humorado. Meu pensamento era: O que poderia fazer por ele hoje para agradá-lo? Já sei! Vou cortar a grama, aparar a cerca e recolher toda a sobra de madeira. Então, quando ele chegar em casa vai dizer: "Veja esta grama! parece trabalho de profissional! Você fez isto sozinha? Que lindo!" E claro que ele vai notar e me elogiar! Mas não elogiou. Como boa insistente, não desisti. Agora eu estava faminta por elogios; então tentei novamente no outro dia. Outra idéia: Quando estiver sentado na varanda, levarei para ele uma taça do seu sorvete favorito; assim ele dirá: "Que esposa você é! Não consigo imaginar qualquer outra coisa que me agrade mais do que uma taça de sorvete agora!" Certamente dirá algo do gênero, não ficará... agradecido? Mas não ficou. Uma outra amanhã outro "dia" de tentativa. Meu novo plano: Economizarei alguns tostões de nosso magro orçamento e comprarei alguns bifes. Então, quando ele sentar-se para jantar dirá: "Você faz maravilhas com este orçamento. Jamais pensei que pudesse economizar dinheiro suficiente para um jantar como este. Estou muito orgulhoso de você!" Ele dirá isto, não? Não, jamais dirá.
MARIDO: Quando minha esposa e eu relembramos esta terrível história e a analisamos, podemos ver o que estava acontecendo conosco. Eu era muito inseguro e tentava encobrir qualquer evidência ou "prova" de que ela era capaz e independente uma daquelas "fortes" mulheres que tanto me amedrontavam. Minha esposa estava desesperada para agir, duas vezes mais do que se poderia esperar de qualquer pessoa, para receber meus elogios e preservar sua auto-estima. Éramos objetos imóveis deparando-nos com a força indestrutível, e eventualmente colidíamos em chamas.
ESPOSA: Meu marido não pôde me destruir, criticando minhas atitudes. Eu era muito forte para tal; assim, eventualmente, ele mudava os planos. Começava a chamar a atenção para coisas as quais eu não podia modificar. Por exemplo: uma vez íamos para uma dança de quadrilha e eu, é claro, estava perfeita. (Perfeccionistas sempre parecem perfeitos. Não saem de casa até que consigam a "perfeição"!) Ele olhou para mim naquele vestido e disse: "Sabe, não consigo imaginar alguma pessoa que deseje dançar com você!" Seria uma narração incompleta se eu não contasse que não gostei da dança. Se estivéssemos saindo para uma noite de diversão, Meu marido casualmente lembraria: "Tente não rir muito esta noite. Você realmente deixa as pessoas desconfortáveis quando (faz isto". A tempo, estas novas táticas começaram a funcionar. O plano dele para me destruir sinalizava algum sucesso. Após sete anos de casamento, Meu marido aceitou a Jesus. Ele começou a perceber no que se havia tornado e clamou a Deus. O Senhor o ouviu, pois conhecia a intensidade de seu desejo, a sinceridade de seu coração e respondeu à sua oração de arrependimento. Aquele homem já não mais existia, através do novo nascimento. Entretanto, seu comportamento não foi um milagre "instantâneo" ainda possuía aquela horrível língua sarcástica.
"Desisto! Não Consigo Fazer Isto!"
Olhemos para o percurso, vinte anos de casamento. Eu não havia desistido, mas até então tinha desenvolvido um mecanismo de existência: depressão, profunda tristeza. Com este firme pensamento, a pessoa não consegue recordar as coisas boas do dia anterior
TEM CONTINUAÇÃO DIARIAS

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