segunda-feira, 27 de agosto de 2018

O Caráter de um Bom Casamento...P/01...27/08/2018







Diz-se com freqüência que um bom casamento é uma "amostra do céu".
O companheirismo de que um homem e uma mulher podem gozar em relação ao casamento é uma bênção imensa dada por nosso Criador (Gênesis 2:18-24).
Certamente, Deus destinou o casamento a ser benéfico e satisfatório para ambos, o esposo e a esposa.
Infelizmente, muitos casais não descreveriam seus casamentos como "celestiais".

                          Estratégias Inaproveitáveis

O que podemos fazer para termos "bons casamentos"?
Homens e mulheres têm tentado várias estratégias para assegurar casamentos bem sucedidos.
Muitos têm raciocinado que o modo de ter um bom casamento é casar-se com a pessoa de melhor aparência possível.
Conquanto não seja pecado ser fisicamente atraente, a aparência pessoal não é garantia de que uma pessoa será uma boa companheira.
O homem extremamente elegante ou a mulher impressionantemente bela com freqüência não dão bons esposos!
Outros têm concluído que um casamento espetacular e uma lua-de-mel dispendiosa são o ponto de partida de um bom casamento.
Contudo, estas são coisas que não duram muito tempo e quando a grandiosidade da cerimônia e a emoção da lua-de-mel passam, é comum que o esposo e a esposa descubram que sua relação não é realmente muito boa.
Ainda outros têm seguido a estratégia de acumular bens antes de casar ou, em alguns casos, de procurar uma pessoa rica com quem casar!
Tal segurança financeira constituirá, pensam eles, o alicerce de um bom casamento.
Algumas vezes parceiros em al relação assentada sobre a riqueza material pagarão quase tudo para escapar do casamento.
O resultado de tais preparativos financeiros é que há mais bens a serem divididos quando o casal se divorcia.
Deverá ser notado que não há nada inerentemente pecaminoso em ser fisicamente atraente, ter um grande casamento e uma lua-de-mel agradabilíssima ou mesmo economizar dinheiro antes do casamento com a esperança de um padrão de vida mais alto.
Cada uma destas coisas pode ser uma bênção para um casamento. Nenhuma destas coisas, contudo, resulta necessariamente em um bom casamento.
Se desejamos relações satisfatórias, precisamos abandonar as soluções e valores de sabedoria humana e consultar o manual de casamento escrito por Aquele que criou o casamento no princípio.
Na Bíblia podemos encontrar toda a informação que precisamos para construir casamentos bem sucedidos.

                                  Instruções Divinas

As Escrituras ensinam que o casamento é destinado a durar até que um dos cônjuges morra
(Romanos 7:1-3; Marcos 10:9).
Se cada parceiro mantiver esta convicção, o casamento terá uma possibilidade maior de dar certo.
Quando aparecem problemas (e sempre aparecem!), tanto o esposo como a esposa empenham-se em resolvê-los em vez de procurar escapar facilmente através do divórcio.
Quando Paulo escreveu sobre as responsabilidades dos cônjuges, ele observou que as esposas deveriam ser submissas a seus esposos
 (Efésios 5:22-24).
 Ele ordenou ainda mais que os esposos deveriam amar suas esposas (Efésios 5:25-29).
Este amor
 (na língua grega, "agape")
não é de puro sentimento ou mesmo a expressão de palavras vazias, mas é antes o resultado de uma escolha moral e expressa-se em ação.
Elcana, pai do profeta Samuel do Velho Testamento, evidentemente amava profundamente sua esposa Ana
 (1 Samuel 1:1-8).
Ele expressou seu amor por ela através de sua generosidade.
Além do mais, este tipo de amor busca o bem estar de outros independente do tratamento com que eles retribuem.
O apóstolo Paulo descreveu o caráter deste amor em
 1 Coríntios 13:4-7.
As responsabilidades de amor e submissão incluem outras específicas.
Por exemplo, para amar sua esposa, o esposo tem que se comunicar com ela.
Para procurar o melhor bem estar da esposa, ele precisa entender as necessidades e desejos dela.
Mais uma vez, observando o exemplo de Elcana e Ana, quando ela estava triste por causa de sua esterilidade e da provocação de sua rival, Elcana procurou descobrir a causa de sua angústia
 (1 Samuel 1:4-5, 8).
Se o esposo comunica a razão para suas decisões, torna-se muito mais fácil para a esposa submeter-se.
Sem comunicação adequada entre cônjuges, é extremamente difícil, talvez impossível, ter-se um bom casamento.
Comunicação franca entre esposo e esposa permite a cada um entender melhor o outro, evitando muitos desentendimentos.
A participação nas opiniões, sonhos e temores através da comunicação permite uma intimidade que ajuda a unir o casal.
TEM CONTINUAÇÃO.

terça-feira, 14 de agosto de 2018

UMA ATITUDE PODE SALVAR TEU CASAMENTO...P/03... 14/08/2018...ULTIMA PARTE.





Refazendo a lista.

Tenho refeito essa lista muitas vezes ao longo dos anos.
Continuo pedindo perdão a Deus pelo meu comportamento patético e sabedoria para vivenciar o meu casamento.
Quinze anos depois desta experiência, Fábio, aos 49 anos, foi diagnosticado como portador do Mal de Alzheimer.
Ele teve que abrir mão de seu trabalho como professor, e assumi o sustento da família, o que nos levou a dias de muitas tentativas e noites de muita preocupação.
Observá-lo lutando para manter suas habilidades básicas diárias tem sido uma grande inspiração tanto para mim quanto para nossos filhos.
Precisamos depender de nossa fé para crer que Deus está no controle  especialmente quando sentimos não ter controle algum da situação. Temos procurado na Bíblia as  respostas para estas questões difíceis de entender.
Gastamos nosso tempo com emoções que vão desde a raiva até a tristeza.
Perguntamo-nos, “Por quê?”.
Nesses momentos, clamamos a Deus e pedimos que nos dê a paz que excede a todo entendimento.
Lamentavelmente, existem dias em que minha paciência está quase esgotada mesmo sabendo que Fábio não pode evitar certas coisas que me irritam.
Então, percebo a minha responsabilidade em reagir com o amor que Deus tem me mostrado.
Clamo a Deus e peço que ele ame Fábio através de mim  porque sei que não sou capaz de amar Fábio da maneira que Deus o ama.

Agradeci a Deus muitas vezes por ter uma mãe que foi minha mentora espiritual.
Embora tenha certeza de que se sentiu tentada a fazê-lo, naquele dia mamãe não me passou um sermão ou me deu sua opinião sobre o meu comportamento.
O que ela fez foi conduzir-me a descobrir a verdade que salvou o meu mais precioso bem:
meu casamento.
Se não tivesse aprendido a reagir como uma esposa cristã aos pequenos problemas de Fábio, eu jamais seria capaz de reagir de maneira adequada aos grandes problemas que hoje enfrentamos.
Ao chegar em casa outro dia, meu filho me perguntou o seguinte:
Mãe, o que vamos fazer quando papai não se lembrar mais de nós?
Bom, nós vamos nos lembrar de quem ele é.
Lembraremo-nos do pai e do marido que ele foi.
Vamos nos lembrar de tudo que ele nos ensinou e da maneira maravilhosa com que ele nos amava.
Respondi.
Depois que meu filho saiu da sala, fiquei pensando neste homem que amou sua família e o seu Deus.
Sorri comigo mesma:
muitas das minhas lembranças mais vívidas eram daqueles pequenos hábitos irritantes que me levaram a fazer uma lista de defeitos anos atrás.

                              ----------FIM-------------------


sexta-feira, 10 de agosto de 2018

UMA ATITUDE PODE SALVAR TEU CASAMENTO...P/02...10/08/2018





Encarando os fatos

Deixando a bagagem e meu filho na casa dos meus pais, dirigi
 de volta para casa.
Assim que sentei no sofá com aquele pedaço de papel na mão,
não pude acreditar no que estava vendo.
Mesmo sem uma análise adequada dos hábitos irritantes de meu
 marido, a minha lista parecia simplesmente horrível.
O que eu podia ver era um verdadeiro recorde de
 Comportamentos mesquinhos, atitudes vergonhosas
 e reações destrutivas.
Gastei as horas que se seguiram pedindo a Deus
 que me perdoasse.
Pedi a Deus força, orientação e sabedoria para as mudanças que
 agora eu sabia que teriam que ocorrer em mim.
A medida que continuava orando, percebi a maneira ridícula
 com que estava me comportando.
Eu me lembrava vagamente das transgressões que tinha escrito
 para Fábio.
Era uma lista completamente absurda.
Não havia nada de tão horrível ou imoral nela.
Na verdade, eu havia sido abençoada com um bom homem  não
 um homem perfeito, mas um bom homem.
Meus pensamentos recuaram até cinco anos atrás.
Eu havia feito um voto a Fábio.
Eu o amaria e o honraria na saúde ou na doença.
 Estaria com ele para o melhor e para o pior.
Eu havia dito essas palavras na presença de Deus, da minha família
 e dos nossos amigos.
 E hoje, pela manhã, estava pronta para abandoná-lo por causa
de aborrecimentos triviais.
Neste momento peguei o carro e voltei à casa de meus pais.
Eu estava maravilhada de como me sentia tão diferente de quando
havia chegado da primeira vez, de manhã, para encontrar minha mãe.
 Agora me encontrava em paz; sentia-me agradecida e aliviada.
Quando peguei meu filho de volta, senti-me alarmada
 ao pensar em como estava prestes a fazer uma mudança
 tão drástica em minha vida.
Meu egoísmo quase custara a essa criança a oportunidade
 de conviver todos os dias com um pai maravilhoso.
Agradeci a minha mãe, e rapidamente saí porta afora, de volta
 para minha casa.
No horário em que Fábio costumava chegar do trabalho, eu já havia desfeito a mala e esperava por ele.

Um novo olhar

Eu adoraria poder dizer que Fábio mudou.
Mas isso não aconteceu.
Ele ainda faz as mesmas coisas que “me aborrecem,
me envergonham e me deixam a ponto de explodir”.
Na verdade, a mudança aconteceu comigo.
Daquele dia em diante, me tornei responsável não apenas
 por minhas ações em nosso casamento, mas também por minhas reações.
Ainda me recordo de um item da lista:
Fábio dormia durante os cultos.
 O momento em que ele começava a cochilar sempre marcava
 o fim do meu período de adoração.
Eu acreditava que ele, de propósito, não tinha o menor
 interesse na mensagem  e meu pai era o pregador!
Eu não me importava com o fato de Fábio não ser capaz
 de permanecer acordado a qualquer hora por longos períodos.
 O tempo que ele gastava cabeceando de tanto sono eu gastava
 bufando de raiva.
Sentia-me envergonhada no meio da Igreja.
Era uma grande humilhação.
Tentava imaginar por qual razão eu havia casado
 com esse homem.
Certamente ele não merecia uma esposa tão boa quanto eu!
Somente agora podia enxergar claramente como eu era.
Meu orgulho estava atrapalhando uma parte muito importante
da minha vida: a minha adoração.
Agora, quando Fábio cochilava na igreja, eu gastava esse momento
 em oração e agradecimento.
 Desviava os meus olhos dele dormindo e de mim mesma,
Para concentrar o meu olhar apenas em Deus.
Em vez de deixar a igreja furiosa, passei a sair cheia de alegria.
Não demorou muito até que Fábio percebesse a diferença.
 Ele comentou durante um almoço de domingo:
“Você parece estar gostando mais dos cultos ultimamente.
Eu já estava começando a pensar que você não gostava do pregador.” Meu instinto imediato seria contar-lhe como ele havia arruinado tantos cultos que assisti.
 Mas, ao contrário, aceitei seu comentário sem erguer minhas defesas.
TEM CONTINUAÇÃO.

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

UMA ATITUDE PODE SALVAR TEU CASAMENTO...P/01...08/08/2018






O dia finalmente chegou.
Eu insisti o quanto pude para manter meu casamento.
Assim que Fábio, meu marido, saiu para o trabalho, fiz uma única mala para mim e meu filho de 14 meses e abandonei nosso lar.
Este era o único ano em nosso casamento que vivíamos na mesma cidade que meus pais.
Obviamente, a conveniência de poder correr para os braços de papai e mamãe tornou a decisão de deixar Fábio mais fácil.
Foi com um rosto enraivecido e molhado de lágrimas que entrei na cozinha de minha mãe.
Ela pegou o bebê enquanto eu, entre soluços, fazia minha declaração de independência.
Depois de lavar o rosto e tomar um copo de coca, mamãe me disse que papai e ela me ajudariam.
 Era reconfortante saber que eles estariam ali para me apoiar.
 Mas, antes que deixe Fábio definitivamente  ela disse , tenho uma tarefa para você.
Minha mãe colocou o bebê adormecido na cama e, pegando uma folha de papel e uma caneta, traçou uma linha vertical dividindo a folha ao meio. Ela me explicou que eu deveria escrever na coluna da esquerda uma lista de todas as coisas que Fábio havia feito e que tornavam impossível a convivência com ele.
Conforme observava a linha divisória, imaginei então, que ela me pediria para relacionar as boas qualidades de Fábio na coluna da direita.
“Vai ser fácil”, pensei.

Imediatamente a caneta começou a deslizar sobre o papel, e rapidamente cheguei ao final do lado esquerdo.
Para começar,  Fábio nunca juntava as roupas que ele deixava pelo chão, sempre deixava a toalha molhada na cama.
Nunca me avisava quando ia sair.
Dormia durante os cultos.
Tinha hábitos deselegantes e embaraçosos, como por exemplo, assoar o nariz ou arrotar à mesa.
Nunca me comprava bons presentes.
Recusava-se a combinar as roupas, era rigoroso com gastos e não me ajudava com as tarefas domésticas.
 Também não  gostava de conversar comigo.
Deixou de ser romântico.
A lista continuava até encher toda a folha.
Certamente eu tinha evidências mais do que suficientes para provar que nenhuma mulher seria capaz de viver com este homem.
Declarei pretensiosamente, logo que terminei:
Agora sei que você vai me pedir para escrever as boas qualidades de Fábio do lado direito.
Não – ela respondeu.
Eu já conheço as qualidades de Fábio.
Em vez disso, gostaria que, para cada item do lado esquerdo, escrevesse qual foi a sua reação e o que você fez.
Bem, isto já seria mais difícil.
Eu já havia pensado nas poucas qualidades de Fábio que poderia mencionar.
Porém, em nenhum momento considerei pensar sobre mim mesma.
Eu tinha certeza que mamãe não me permitiria deixar a tarefa incompleta. Então, comecei a escrever a segunda coluna.
Em resposta às atitudes dele eu fazia cara feia, chorava e sentia raiva.
Eu me envergonhava de sua companhia.
Eu me comportava como uma “mártir”.
Desejava ter me casado com outra pessoa.
Dava-lhe o  “tratamento silencioso”.
Acreditava que era boa demais para ele.
O meu lado da lista parecia não ter fim.
Quando cheguei ao final da página, mamãe pegou o papel da minha mão e foi até a gaveta do armário.
Ela pegou uma tesoura e cortou-o ao meio no sentido da linha vertical que havia traçado.
Pegou a coluna da esquerda, amassou-a e a jogou no lixo; e voltando-se em minha direção me entregou o lado direito.
Ana, leve esta lista de volta para casa com você , ela me disse.
Passe o restante do dia refletindo sobre ela.
Ore sobre isso.
Cuidarei do bebê até o anoitecer.
Se fizer o que estou lhe pedindo, e depois se você sinceramente ainda quiser se separar de Fábio, seu pai e eu estaremos aqui para lhe ajudar.
TEM CONTINUAÇÃO.

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

O MAIS IRRITANTE NO CASAMENTO.P/18



O MAIS IRRITANTE NO CASAMENTO.P/18
Na realidade, há certas coisas em que um cônjuge não pode ou não quer mudar. Deixe-me exemplificar com minha própria vida: Minha Esposa e eu estávamos casados havia algum tempo quando percebi que ela sabia abrir gavetas, mas não sabia fechá-las. Sabia abrir as portas dos armários, mas também não sabia fechá-las. Aque¬la porção de gavetas e portas abertas me perturbava. Um dia, antes de aprender as coisas sobre as quais conversei até aqui, disse a ela: " quando terminar de fazer suas coisas na cozinha, será que você pode fechar as portas dos armários? Se eu não tomo cuidado, acabo batendo a cabeça numa delas. E será que você também pode fechar as gavetas do armário do banheiro? Quando entro lá, enrosco a calça no canto delas". A meu ver, foram pedidos simples. No dia seguinte, voltei do trabalho, entrei em nosso pequeno apartamento e olhei na cozinha as portas dos armários estavam abertas. Fui até o banheiro e as gavetas também estavam abertas. "Não é fácil mudar um hábito", concluí. "Vou esperar alguns dias." Esperei uns dias. Esperei uma semana inteira. Mas todos os dias daquela semana, verifiquei as portas e gavetas, e todos os dias elas estavam abertas. No final da semana, pensei: "Talvez ela não tenha ouvido o que eu disse. Talvez não estivesse muito bem naquele dia e não tenha entendido". Na época, estava fazendo pós-graduação na área de pedagogia e resolvi usar um pouco de didática. Quando cheguei em casa, entrei no banheiro, esvaziei a gaveta de cima e chamei Ela para fazer uma demonstração. Abri a gaveta e lhe mostrei como funcionava. "Esta rodinha aqui se encaixa naquela canaleta. Funciona que é uma beleza. Você consegue fechar com um dedo", disse enquanto empurrava a gaveta para mostrar. Então, levei ela até a cozinha e disse: "Veja só, é só aproximar a porta o suficiente desse pequeno ímã, e ele fecha a porta para você". Naquele dia, tive certeza de que ela havia entendido. Quando você usa recursos visuais, torna a comunicação mais clara, não é? (Posso ouvir uma porção de esposas me vaiando e com razão. Mas, lembrem-se, eu era jovem e tolo.) No dia seguinte, quando voltei do trabalho, olhei na cozinha e as portas dos armários estavam abertas. Entrei no banheiro, e as gavetas estavam abertas. Mais uma vez, pensei: "Não é fácil mudar um hábito. Vou esperar mais alguns dias". Esperei uns dias. Esperei um mês. Mas todos os dias daquele mês, verifiquei as portas e gavetas, e todos os dias elas estavam abertas. No final do mês, passei um sermão em minha esposa: "Não entendo você. É uma mulher inteligente, fez faculdade. É uma pessoa profundamente espiritual e, no entanto, não consegue fechar uma gaveta. Como pode uma coisa dessas?". O problema persistiu por nove meses, durante os quais usei duas abordagens. Durante mais ou menos um mês, não dizia nada a minha esposa, mas, por dentro continuava me perguntando: "O que há de errado com essa mulher?". No mês seguinte, eu lhe passava uma descompostura. Na verdade, não importava se eu reclamava com ela ou engolia minhas queixas; ela não fechava as portas e gavetas. Depois de nove meses de suplício, cheguei em casa uma noite e vi que nossa filha de 18 meses estava com pontos perto do canto de um dos olhos. O que aconteceu? perguntei a minha esposa. Para minha surpresa, ela disse a verdade: Ela caiu e se cortou no canto de uma gaveta aberta. Não podia crer no que estava ouvindo. Pensei comigo mesmo: Você pode me dizer qualquer coisa, menos isso. Mas ela falou a verdade. Fiquei tão orgulhoso de minha reação tranqüila. "Não vou esfregar isso no nariz dela. Não vou dizer: 'Eu avisei'", pensei. Mas, lá no fundo, pensei: "Aposto como agora ela vai fechar as gavetas!". E também: "Ela se recusou a me ouvir. Agora Deus está falando com ela". Mas, sabe de uma coisa? Mesmo depois desse incidente, ela continuou deixando as gavetas abertas! Dois meses depois (ou seja, onze meses depois de meu pedido inicial),
TEM CONTINUAÇÃO DIARIAS.



quinta-feira, 26 de junho de 2014

CASAMENTO BENÇÃO FEITA POR DEUS...P/03..26/06/2014


                         CASAMENTO BENÇÃO FEITA POR                                                                            DEUS...P/03..26/06/2014                                                        

                                           isaque e rebeca
         Problemas conjugais provocados pelas noras e pelo favoritismo

Isaque, o filho da promessa, era um quarentão quando se casou com Rebeca, neta do irmão de Abraão, residente na Mesopotâmia (atual Iraque). A essa altura, Sara havia morrido três anos antes e Abraão já não era viúvo. O casamento de Isaque foi precedido de muitos cuidados e muita oração. Os noivos se juntaram certos da inequívoca direção de Deus. Mas Isaque não se ligou a Rebeca apenas porque era a mulher indicada: ele também a amou (Gn 24.67). À semelhança de Sara, Rebeca era "muito bonita" (Gn 24.16) e solícita. O primeiro problema do casal foi a esterilidade de Rebeca durante os primeiros 20 anos de casamento. Todavia Rebeca não arranjou nenhuma "Hagar" para o marido. Isaque fez questão de enfrentar a situação adversa por meio da oração. O Senhor ouviu o perseverante clamor de Isaque, e Rebeca engravidou. Quando nasceram os gêmeos Esaú e Jacó, o casal comemorava suas bodas de porcelana (20 anos) e Isaque estava com 60 anos (Gn 25.26). Houve um episódio desagradável que poderia ter sido evitado se Isaque tivesse aprendido com o erro do pai. Estando muito tempo em Gerar, Isaque espalhou a notícia de que Rebeca era sua irmã. Mas ele se traiu, ao ser flagrado em carícias íntimas com sua esposa pelo olhar indiscreto do rei de Gerar do alto de uma janela (Gn 26.8). Abimeleque estava de olho em Rebeca e queria levá-la para o palácio certo de que ela era irmã, e não esposa, de Isaque. Porque Rebeca amava mais a Jacó do que a Esaú e porque Isaque amava mais a Esaú do que a Jacó (Gn 25.28), a harmonia conjugal e familiar tornou-se cada vez mais difícil. O casamento de Esaú com duas mulheres hititas no ano em que os pais comemoravam bodas de diamante (60 anos) complicou ainda mais a vida do casal, pois as duas noras "amarguravam a vida de Isaque e de Rebeca" (Gn 26.25). O caldo entornou quando Isaque resolveu abençoar Esaú e não Jacó, e quando Rebeca resolveu enganar o marido em favor de Jacó e em detrimento de Esaú. A família estava dolorosamente partida: de um lado Isaque e Esaú; do outro, Rebeca e Jacó. Os esforços em contrário de um e de outro produziram muita sujeira ética: engano, mentira, trapaça, desrespeito pelas cãs e pela cegueira de uma pessoa idosa, ira, desejo de vingança etc. Para evitar o pior  a repetição do que acontecera com Caim e Abel, Jacó fugiu para a casa dos avós maternos, na Mesopotâmia, onde viveu muitos anos. Esaú, por sua vez, para agradar o pai, foi à casa de Ismael, seu tio paterno, e tomou para si mais uma mulher. Chamava-se Maalate e era, como ele, neta de Abraão (Gn 28.1-9). A essa altura, Isaque, que era meio-irmão de Ismael, tinha mais seis meios-irmãos, peque-nos, filhos de Quetura, segunda esposa de Abraão (Gn 25.1-4).

                                      Jacó e raquel

Problemas conjugais provocados pelas trapaças do sogro, do marido, da mulher e dos filhos.
Parece que a Mesopotâmia nunca saiu por completo da cabeça de Abraão e sua família. Afinal ali haviam ficado os parentes comuns do patriarca e de sua mulher. Não havia melhor lugar para arranjar esposa para Isaque e esposa para Jacó. Além de bonitas, as mulheres do clã de Terá, pai de Abraão e descendente distante de Noé, provavelmente conheciam o projeto de Deus para aquele ramo da família que abandonara a região em busca de outras paragens. No caso de Isaque, foi o servo mais velho da casa que viajou até a Mesopotâmia em busca de uma esposa para o filho de seu patrão. No caso de Jacó, ele mesmo foi para a terra de seus avós maternos e de seus bisavós paternos.


                                   rumo à mesopotâmia

Porque saiu de casa fugido de seu irmão, depois de ter enganado vergonhosamente o pai e Esaú, e porque ia para uma terra distante sem ter a menor previsão de quando voltaria, Jacó estava muito emotivo. Ainda bem que recebeu uma injeção da graça de Deus no primeiro pernoite, quando o Senhor lhe prometeu uma grande descendência e a sua companhia. Ao chegar à Mesopotâmia, viu pela primeira vez sua prima Raquel, que era pastora de ovelhas. Ele mesmo removeu a pedra da boca do poço e deu de beber às ovelhas do tio Labão, num gesto de gentileza com a jovem. Depois beijou Raquel, começou a chorar alto e contou-lhe que ele era filho de Rebeca, a irmã do pai dela. Pouco depois, Jacó já tinha onde morar e emprego certo, graças a Labão, que o abraçou e beijou. Em menos de um mês, Jacó já havia se apaixonado por Raquel, que era bonita de rosto e de porte. O dote seria pago com serviço. Depois de 7 anos de trabalho, Jacó sentiu-se no direito de receber a mão de Raquel e deitar-se com ela. Mas o sogro o enganou, dando-lhe a filha mais velha, Lia, que tinha olhos meigos. Porque a noiva era guardada velada até a noite de núpcias, Jacó teve relações com Lia na certeza de que estava na cama com Raquel. Só pela manhã, descobriu a astúcia do sogro e foi tomar satisfações com ele. Passada a semana de festas nupciais, Labão deu-lhe também Raquel, sob a condição de trabalhar mais 7 anos em sua fazenda (Gn 29 1-30).


                                       Uma vida infeliz

Poucos casamentos começam tão mal quanto o de Jacó. Deve ser o cumprimento da lei da semeadora e ceifa: "O que o homem semear, isso também colherá" (Gl 6.7). Pouco antes de ser duramente enganado pelo sogro e por aquela que deveria ser apenas sua prima e cunhada, mas agora era também sua esposa, Jacó enganara vergonhosamente o pai e o irmão. Essa forte propensão para a mentira e o embuste estava no sangue da família de Jacó, pelo lado da mãe, e não poupou nem Rebeca nem Labão nem Jacó nem Lia nem os filhos de Jacó. Ao que tudo indica, o casamento começou, continuou e terminou mal. Talvez tenha sido esta uma das razões pelas quais  Jacó foi obrigado a confessar ao faraó: "Os anos de minha vida foram poucos e infelizes" (Gn 47.9, EP). Amando uma mas vivendo a contragosto com duas irmãs com problemas de relacionamento entre elas nunca resolvidos (como os que haviam entre ele e seu irmão gêmeo Esaú), Jacó se viu em papos-de-aranha a vida inteira. Por não ser estéril como a irmã, Lia engravidou quatro vezes seguidas, sempre com a esperança de conquistar o amor do marido, o que se pode ver pelo nome que ela dava aos meninos (Gn 29.31-35). Por exemplo, quando nasceu Rúben, ela disse: "Agora, certamente, meu marido me amará". Ao nascer o quarto filho, Lia ainda insistiu: "Agora, finalmente, meu marido se apegará a mim, porque já lhe dei três filhos". Raquel passou a ter inveja da irmã, entrou em desespero e desafiou o marido: "Dê-me filhos ou morrerei!" Irritado, Jacó devolveu: "Por acaso estou no lugar de Deus, que a impediu de ter filhos?" Aí, Raquel deve ter se lembrado da "feliz" idéia de sua tia-avó e "generosamente" ofereceu sua criada particular para ser a terceira esposa do marido. Bila logo engravidou e deu um filho a Jacó. Raquel assumiu a maternidade do recém-nascido e tomou o nome de Deus em vão (tal qual o marido, quando este disse ao pai que o cabrito era a caça que Deus havia colocado no seu caminho), ao exclamar: "Deus me fez justiça, ouviu o meu clamor e deu-me um filho" (Gn 30.6).
TEM CONTINUAÇÃO.
                     
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segunda-feira, 23 de junho de 2014

CASAMENTO BENÇÃO FEITA POR DEUS...P/02..23/06/2014

   
CASAMENTO BENÇÃO FEITA POR DEUS...P/02..23/06/2014                                                           

                                   repúdio e novo casamento.

Hoje em dia, o repúdio é praticado tanto pelo esposo como pela esposa, talvez mais por iniciativa daquele do que desta.

Por que uma esposa rejeita seu marido? Por que um marido rejeita sua esposa?

As razões são inúmeras e por vezes muito complexas. Vão desde o choque de temperamentos até o adultério. A sensibilidade feminina não suporta por muito tempo maridos brutos, bêbados, malandros, egoístas, explosivos e paqueradores. A sensibilidade masculina não suporta por muito tempo esposas desleixadas, ciumentas, gastadeiras, impacientes, briguentas e mandonas. Não há casamento que tolere infidelidade não confessada e repetida, tanto do esposo como da esposa. O mesmo acontece quando a preferência sexual dos cônjuges é homossexual. A enfermidade crônica do esposo ou da esposa, ainda que provoque grandes problemas, não deveria acabar com o matrimônio. Mas isso só acontece quando o amor conjugal "é forte como a morte" (Ct 8.6) e o desprendimento alcançam níveis muito altos. Casamentos costumam acabar quando há demasiada interferência da parte dos pais dos esposos ou quando estes se mantêm demasiadamente carentes de pai e mãe e demasiadamente apegados a eles. Quando não há perdão mútuo, também não há continuidade no casamento. Porque os cônjuges não são perfeitos e sempre cometem injustiças em seu relacionamento. Os choques de temperamento, de formação e de herança genética só serão superados por meio de tolerância e perdão de ambos os lados. Outro imprevisto que pode balançar o casamento é a esterilidade feminina ou masculina. Essa foi a experiência de Abraão e Sara, Jacó e Raquel, Elcana e Ana. Em alguns casos, o problema é inverso. O número alto demais de filhos pode esgotar a saúde da mulher e abalar a economia doméstica. A solução não é o repúdio e o novo casamento. Primeiro, porque isso é contrário à lei de Deus e ao bom senso, além de custar um preço muito alto para os cônjuges e para os filhos. Segundo, porque, sem as necessárias correções, que poderiam salvar o primeiro casamento, o matrimônio seguinte continua a correr o mesmo risco de acabar. Antes de se encontrar com Jesus Cristo, junto à fonte de Jacó, a mulher samaritana tinha sido repudiada por cinco diferentes maridos (Jo 4. 17-18). O que evita de fato o repúdio são a santidade de vida e a prática do amor intenso de ambos os cônjuges  o amor de 1 Coríntios 13: paciente, bondoso, "que tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta". É como afirmam os Provérbios (10.12) e a Primeira Epístola de Pedro (4.8): "O amor cobre multidão de pecados".
                           
                                 casamento: parceria completa.

Como ideal a ser levado a sério e bem usufruído, o casamento é um contrato de parceria de duração contínua, assumido espontaneamente entre um homem e uma mulher, por força e obra daquele sentimento que acompanha o ser humano desde a criação, a que se dá o nome de amor. Casamento não é dominação de um sobre o outro. Nem dele nem dela. É parceria. Parceria a vida inteira. Parceria total. Parceria em tudo:

                                                 Na troca de atenções
                          Na manutenção da paz Na liberdade da queixa
                                         Na generosidade do perdão
                                       No progresso da cordialidade
                              Na economia do lar No governo da casa
                                 Nas responsabilidades domésticas
                                        Nas compras e nas vendas
                                   Na eventualidade das mudanças
                                             No traçar dos alvos
                                       Na semeadura prolongada
                     Na colheita dos frutos Na alegria e na fartura
                                Na adoração e nas ações de graça
                                       No planejamento familiar
                                           Na realização sexual
                                 Nos nomes dados aos filhos
                                          Na educação dos filhos
                                        No exemplo a ser mostrado
                                            Na devoção a DEUS
                                               Na santificação do lar
                                      No aperfeiçoamento do caráter
                                                Na privação da soberba
                         Na caminhada rumo à plenitude da salvação
                                           Nos cuidados com a saúde
                                            No sofrimento da doença
                                             No derramar das lágrimas
                                           No enfrentamento da morte
                                     Na maneira de lidar com as perdas

Um casamento assim, caracterizado pela parceria a vida inteira, pela parceria total, chega aos 25 anos, chega aos 30 anos, chega aos 50 anos, chega aos 70 anos. Em um casamento assim, comemoram-se todas as festas de aniversário da união: as bodas de madeira, estanho, cristal, porcelana, prata, pérola, coral, esmeralda, rubi, ouro, diamante, ferro e brilhante. Um casamento assim, só a morte acaba com ele. A parceria é uma estratégia essencialmente cristã, apropriada não só para a relação conjugal (entre o marido e a esposa), mas também para a relação familiar (entre pais e filhos, avós e netos, tios e sobrinhos, irmão e irmão, primo e primo) e para a relação eclesial (entre pessoas ligadas entre si não pelo sangue, mas pela adoção, por terem recebido graciosamente o "direito de se tornarem filhos de Deus"). A prática da parceria é explícita na teologia do Novo Testamento. A expressão "uns aos outros" aparece várias vezes nas Epístolas de Paulo, Pedro e João:
"Amem-se sinceramente uns aos outros, porque o amor perdoa muitíssimos pecados" (1 Pe 4.8).
"Dediquem-se uns aos outros com amor fraternal" (Rm 12.10). "Aceitem-se uns aos outros, da mesma forma que Cristo os aceitou, a fim de que vocês glorifiquem a Deus" (Rm 15.7).
"Vivam em paz uns com os outros" (1 Ts 5.13).
"Levem os fardos pesados uns dos outros e, assim, cumpram a lei de Cristo" (Gl 6.2).
"Exortem-se e edifiquem-se uns aos outros, como de fato vocês estão fazendo" (1 Ts 5.11).
"Sirvam-se uns aos outros mediante o amor" (Gl 5.13).
"Sirvam uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus" (1 Pe 4.10, ).
"Pratiquem a hospitalidade uns com os outros, sem murmurar (1 Pe 4.9,).
"Tenham uma mesma atitude uns para com os outros" (Rm 12.16).
"Deixemos de julgar uns aos outros. Em vez disso, façamos o propósito de não colocar pedra de tropeço ou obstáculo no caminho do irmão" (Rm 14.13).
"Sejam humildes uns para com os outros" (1 Pe 5.5).
"Saúdem uns aos outros com beijos de santo amor" (1 Pe 5.14). A parceria a vida inteira, a parceria total, começa no amor, trafega pela renúncia, exterioriza-se no beijo  aquele gesto singelo, incontido e inefável  e afasta para sempre a idéia, o desejo e a necessidade da separação e do divórcio!

                             o casamento na era patriarcal.

Na linguagem religiosa e em sentido restrito, o nome patriarca é dado aos três primeiros pais da nação de Israel: Abraão, Isaque e Jacó. Chama-se de era patriarcal o período de tempo que começa com o nascimento de Abraão na Mesopotâmia e termina com a morte de Jacó no Egito. A história toda enche uns 300 anos e ocupa mais de três quartos do primeiro livro da Bíblia (Gênesis 12 a 50). A data precisa é difícil de estabelecer, mas alguns estudiosos colocam-na na metade da Idade do Bronze, entre os anos 1.900 a 1.600 a.C. Em nenhum outro lugar da Bíblia há tantas informações sobre problemas conjugais como na história familiar de Abraão e Sara, Isaque e Rebeca, e Jacó e Raquel. Os detalhes são numerosos e muito esclarecedores. Nada é escondido. Os atritos entre marido e mulher, entre esposa e concubina, entre sogro e nora, entre genro e sogro, entre pais e filhos, entre irmãos e irmãs são narrados exaustivamente. Problemas provocados pela esterilidade feminina, pela poligamia, pela inveja, pela vingança, pelas decisões precipitadas, pelo favoritismo, pelas trapaças mútuas, por escândalos sexuais graves, pelo estupro, pelo risco de perder a esposa em favor de outro homem, pelo controle da natalidade, pela viuvez e pelo novo casamento vêm à tona com a maior clareza possível. No bojo de toda miséria humana há também lances admiráveis, como o amor sincero e sacrificial, a prática do perdão, a firmeza de caráter, a solicitude, o aprendizado e o crescimento na fé em Deus e na comunhão com Ele. Na verdade, os casamentos da era patriarcal são um precioso laboratório de pesquisa para quem quer melhorar o seu matrimônio. Basta tomar conhecimento dos erros cometidos por seus personagens e fechar corajosamente as portas para eles.


                                                 abraão e sara.

Problemas conjugais provocados pela beleza, pela esterilidade e pela precipitação.

O mais famoso ancestral dos judeus, dos cristãos e dos muçulmanos, o pai na fé das três religiões monoteístas do planeta, era um homem bem casado, mas não sem sérios problemas conjugais. As esposas gostam de ouvir de seus maridos que elas são bonitas. Foi isso que o noivo disse à noiva no poema atribuído a Salomão: "Como você é linda, minha querida!" (Ct 4.1). Abraão fez a mesma declaração a Sara: "Bem sei que você é bonita" (Gn 12.11). Em dois momentos e lugares diferentes, o casal passou por uma situação muito constrangedora. Exatamente porque a beleza de Sara chamava a atenção de todo mundo, ela foi como que sequestrada tanto por Faraó, no Egito, como por Abimeleque, em Gerar. A mulher de Abraão só não foi molestada sexualmente por esses dois reis porque Deus protegeu o casal (Gn 12.10-20; 20.1-18). O problema mais complexo, mais desgastante e mais prolongado, porém, foi provocado por uma precipitação da esposa, dez anos depois de terem abandonado para sempre os parentes e a terra natal, em obediência ao chamado de Deus. Porque nunca engravidava, apesar das promessas de Deus de que teriam uma descendência "tão numerosa como o pó da terra" (Gn 13.16) ou como as estrelas do céu (Gn 15.5), Sara, num repente de entusiasmo e de abnegação, ofereceu ao marido a sua criada pessoal para que ela desse a ele um filho. Então, Abraão foi para o quarto de Hagar, para a cama de Hagar e se deitou com ela, provavelmente mais de uma vez, porque não é todo dia que uma mulher tem condições de engravidar (Gn 16.1-4). Uma vez grávida do marido da patroa, Hagar começou a se sentir importante e a desprezar Sara. Aí a coisa complicou e muito. Sara brigou com Abraão: "Por sua culpa Hagar está me desprezando" (Gn 16.5, ). Não era bem assim. Todavia Abraão deu total liberdade à mulher e ela passou a maltratar de tal modo a criada grávida, que Hagar achou por bem fugir para o deserto em direção ao Egito, de onde era. Ali, junto a um poço, o anjo do Senhor (esta é a primeira referência a anjo em toda a Bíblia), apareceu a Hagar e dispensou todo cuidado à fugitiva. Aconselhou-a a voltar para casa e submeter-se à patroa. Disse que ela estava grávida de um menino, a quem ela deveria dar o nome de Ismael, e ainda acrescentou que a criança seria como um jumento selvagem e teria uma enorme descendência. Emocionada, Hagar disse ao anjo: "Tu és o Deus-que-me-vê, pois eu vi Aquele-que-me-vê". O poço passou a se chamar "Poço daquele que vive e me vê" (Gn 16.13,14, ). Sara foi obrigada a conviver com Hagar até o nascimento da criança, quando o marido estava com 86 anos (Gn 16.16). Depois foi obrigada a conviver não só com Hagar, mas também com o menino dela, que era filho de seu marido, por um longo período de tempo (14 anos), até o nascimento de Isaque, o filho da promessa, quando Abraão estava com 100 anos (Gn 21.5). Por último, foi obrigada a conviver com a ex-criada e com o meio irmão do seu próprio filho até a grande festa do desmame de Isaque, provavelmente três anos depois do nascimento dele, e 17 anos de convivência incômoda para ambas as mulheres e de circunstâncias difíceis para o relacionamento conjugal de Abraão e Sara. A convivência entre as duas mulheres não acabou em beijos e abraços. Hagar e Ismael foram expulsos da fazenda por Abraão a pedido da esposa, só porque na festa do desmame Sara viu Ismael, de 17 anos, rindo de Isaque, de 3 anos. Não foi fácil para Abraão satisfazer o desejo de Sara, que já não se referia a Hagar como "serva" (Gn 16.2), mas como "escrava" (Gn 21.10). "Isso perturbou demais Abraão", registra o texto sagrado, "pois envolvia um filho seu" (Gn 21.11). No dia seguinte à exigência de Sara, Abraão colocou uma mochila de couro com água e alguns pães sobre os ombros daquela que lhe dera o primeiro de todos os filhos e a despediu. A mãe e o filho foram se afastando cada vez mais da porteira sob o olhar de Abraão até desaparecerem por completo, cena exatamente oposta à da parábola do Filho Perdido, em que o pai se põe junto à porteira para ver o filho se aproximando cada vez mais até poder abraçá-lo e beijá-lo (Lc 15.20). Abraão e Sara comemoraram bodas de madeira (cinco anos de casamento), estanho (10), cristal (15), porcelana (20), prata (25), pérola (30), coral (35), rubi (40), safira (45), ouro (50), esmeralda (55) e diamante (60). Quase certamente comemoraram também bodas de platina (65), vinho (70), brilhante (75) e outras sem nome. Quando saíram de Ur dos Caldeus (ao norte do Iraque), os dois já estavam casados não se sabe por quanto tempo. Na ocasião, Abraão tinha 75 anos (Gn 12.2) e Sara, dez anos mais nova que ele, 65 (Gn 17.17). O casamento só acabou com a morte de Sara, aos 127 anos (Gn 23.1)  62 anos depois da saída de Ur, 51 anos depois do nascimento de Ismael e 37 anos depois do nascimento de Isaque. Abraão, o viúvo da mulher bonita, fez questão de sepultar a esposa na terra prometida, mas ainda não recebida, não em túmulos alheios, porém numa propriedade funerária própria. Ele comprou uma área onde havia uma caverna e um bonito arvoredo, por um preço muito alto (400 moedas de prata, o equivalente a 4,5 quilos do precioso metal), 23 vezes mais cara que a propriedade comprada conforme o costume da época. Foram mais por Jeremias em Anatote por 17 moedas de prata (Jr 32.9), muitos anos depois. Conhecida como a Caverna de Macpela, esse lugar tornou-se o cemitério de toda a família. Lá foram sepultados o próprio Abraão (38 anos mais tarde), Isaque e Rebeca, Jacó e Lia (Gn 25.9; 49.29-32; 50.13).
TEM CONTINUAÇÃO.
                     
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sábado, 21 de junho de 2014

CASAMENTO BENÇÃO FEITA POR DEUS...P/01..21/06/2014


                               
                                  casamento  beleza e transcendência

sob o ponto de vista cristão e bíblico, o casamento é uma instituição natural, inaugurada por Deus logo após a criação do homem e da mulher, que une duas pessoas de sexos diferentes, para viverem em companhia agradável, até que a morte ou a infidelidade contumaz e irreversível de um ou de ambos os cônjuges os separe, com a finalidade saudável de perpetuar a espécie e passar para os filhos as ideias de um Deus não criado, Todo-poderoso, criador e sustentador de todas as coisas visíveis e invisíveis, Senhor e amigo do homem. Assim posto, o casamento é de origem divina, heterossexual, monogâmico, estável e, salvo casos raríssimos (os que detêm da parte de Deus o dom do celibato espontâneo), indispensável para a realização interior do homem e da mulher.

                               encantamento e obrigações.

Qualquer comportamento diferente indica a intromissão do pecado original provocado pela queda do homem e do pecado atual e pessoal.
A prova disso é que, já em Gênesis, encontram-se várias aberrações progressivas, à luz da organização inicial do matrimônio: o início da poligamia (4.19), o início da libertinagem (6.2), o início da sodomia (19.5), o início da relação sexual entre pai e filhas (19.30-38), o início do estupro (34.2), o início da relação sexual entre enteado e madrasta (35.22), o início da prostituição (38.12-19) e o início do desrespeito aos compromissos conjugais (39.7-20). Só não se menciona algum caso de bestialidade (prática sexual com animais), que, talvez, já tivesse acontecido, já que um dos mandamentos de Deus proíbe que alguém se deite com animais (Lv 18.23). Jesus Cristo engloba todas essas "novidades" na área do sexo como "relações sexuais ilícitas" (Mt 5.32), expressão que aparecerá outra vez por ocasião do concílio de Jerusalém (At 15.20, 29). Salvo essas "relações sexuais ilícitas", o que fica é o sexo lícito  a relação inteira de um homem com sua esposa ou de uma mulher com o seu esposo, em todas as áreas, inclusive na troca de experiências sexuais, sempre que desejadas, não importando se delas virá ou não uma gravidez. É preciso perder a noção multissecular aberta ou oculta no mais fundo da consciência humana de que a relação lícita é algo menos santo, ou apenas permitido ou tolerado por Deus. O desejo de acariciar, apalpar, despir e manter um intercurso sexual com o cônjuge é natural, faz parte da criação de Deus e antecede a queda da raça humana (Gn 2.24). É natural para ambos os sexos, não apenas para o homem. O que faz a grande diferença entre relações sexuais ilícitas e relações sexuais lícitas, sem as inovações antinaturais, é o matrimônio.

                                          Por que nos casamos?

Passados centenas de séculos, ainda recebemos bonitos e originais convites de casamento, alguns deles carregados de romantismo. Afinal, por que continuamos a nos casar, a despeito de alguns pronunciamentos esdrúxulos que se lê nas revistas e se ouve na televisão, aqui e acolá, tanto de pessoas fúteis como de pessoas de formação acadêmica, ambas sem orientação religiosa e temor do Senhor?

                                                       Amor.

Ainda nos casamos por causa do amor, que é o sentimento que predispõe duas pessoas de sexo oposto a se aproximarem e a permanecer juntas. Segundo o Dicionário técnico de psicologia, amor é aquele sentimento "cuja característica dominante é a afeição e cuja finalidade é a associação íntima de outra pessoa com a pessoa amante". Evidentemente, esse amor está ligado de forma íntima à sexualidade humana, como ensina a psicanálise e como se pressupõe na própria Bíblia. Um provérbio francês diz que "o amor é  como sarampo, todos temos de passar por ele". O amor é mais do que a mera amizade. Daí a frase : "Quando o amor nos visita, a amizade se despede". Embora fosse um casamento arranjado, a Bíblia diz que Isaque amou a Rebeca (Gn 24.67). É conhecidíssima a história de que Jacó amou a Raquel com tal intensidade que trabalhou 14 anos para o sogro a fim de tê-la como esposa (Gn 29.18 e 30). As Escrituras ainda registram o amor de Mical, filha de Saul, por Davi (1 Sm 18.20) e o de Elcana por Ana (1 Sm 1.5). A paixão é o amor elevado ao seu mais alto grau de intensidade, podendo sobrepor-se à lucidez e à razão. Não é o caminho mais indicado para o casamento, porque é imediatista e simplifica tudo. Na paixão, o sexo fica sozinho e impera à sua maneira, sem outras evidências de amor, como aconteceu com Amnom, que violentou a mulher pela qual se dizia enamorado e, depois, mandou-a embora.

                                                   Parceria.

Ainda nos casamos por causa da parceria. Não fomos criados para permanecer sozinhos. São clássicas e reveladoras as conhecidas palavras de Deus a respeito da criação da mulher: "Não é bom que o homem viva sozinho. Vou fazer para ele alguém que o ajude como se fosse a sua outra metade" (Gn 2.18, ). O amor, e a sexualidade em seu bojo, não é a única razão do casamento, ainda que muito forte. A união das duas metades para formar uma só carne não se faz apenas por meio do sexo. Isso enfraqueceria o casamento e o tornaria vulnerável. O matrimônio é uma associação de idéias, de vontade, de propósitos, de alvos, de religião, de sacrifícios, de derrotas, de vitórias, de sangue e suor. Em torno da criação e educação dos filhos. Em torno da fé. Em torno da economia do lar. Em torno da saúde da família. Em torno do trabalho. Em torno do lazer. Em torno da felicidade coletiva.  A associação é pequena a princípio, mas pode aumentar para três, para quatro, para cinco ou para mais pessoas (os pais e os filhos). A associação não significa igualdade de temperamentos, de aptidões, de energia e de gostos. Mas significa obrigatoriamente ideais comuns, buscados a dois. Essa parceria, preparada desde a eclosão do amor antes do casamento (namoro e noivado), uma vez preservada e abastecida, talvez dê mais força ao casamento do que o amor em si.


                                        santidade.

Ainda nos casamos por causa da santidade pessoal. Tanto a sexualidade como a sede interior de Deus são características de nascença. Uma não precisa machucar a outra. Zacarias e Isabel "eram justos diante de Deus e irrepreensíveis em todos os preceitos e mandamentos do Senhor" (Lc 1.6). Mas isso nunca os impediu de ter relações sexuais, mesmo depois da velhice, quando Deus curou a esterilidade de Isabel para ela dar à luz a João Batista, o maior "entre os nascidos de mulher" (Lc 7.28). Além da razão dada pelos cientistas a favor de uma união monogâmica, heterossexual e estável  evitar as doenças sexualmente transmissíveis e o temível HIV, os cristãos têm o compromisso de não prejudicar o seu relacionamento com Deus por meio de uma relação sexual promíscua.
"Por causa da impureza", ensina o apóstolo Paulo, "cada um tenha a sua própria esposa, e cada uma, o seu próprio marido" (1 Co 7.2). Talvez Paulo tenha se inspirado naquele provérbio de Salomão: "Beba a água da tua própria cisterna e das correntes de teu poço" (Pv 5.15).
Para ficarmos sob a proteção das normas e não sob o bombardeio dos ímpetos, nós nos obrigamos a homologar a lei de Deus, juntando-nos dentro de um acordo de exclusividade e fidelidade mútuas.
 Santidade é aquele estilo de vida que não fere os mandamentos e imita o Senhor: "Sede santos, porque Eu sou santo" (1 Pe 1.16). Em todas as áreas. Inclusive na área da sexualidade. É por isso que Paulo diz que os solteiros e os viúvos, tanto do sexo masculino como do sexo feminino, "caso não se dominem, que se casem, porque é melhor casar do que viver abrasado" (1 Co 7.8-9).
TEM CONTINUAÇÃO.
                     
                
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sábado, 18 de janeiro de 2014

O divórcio e o recasamento-P/14—18/01/2014



                    DIVÓRCIO OU VIUVEZ?

                                           Rom. 7: 2,3
”ORA, A MULHER CASADA ESTÁ LIGADA PELA LEI AO MARIDO, ENQUANTO ELE VIVE; MAS, SE O MESMO MORRER, DESOBRIGADA FICARÁ DA LEI CONJUGAL. DE SORTE QUE, ENQUANTO VIVER O MARIDO,
SERÁ CONSIDERADA  ADÚLTERA, SE FOR DE OUTRO HOMEM;
MAS, SE ELE MORRER, ELA ESTÁ LIVRE DA LEI,
E ASSIM NÃO SERÁ ADÚLTERA SE FOR DE OUTRO MARIDO”.

                           I Co. 7:39
"A MULHER ESTÁ LIGADA AO MARIDO
 ENQUANTO ELE VIVER,
CONTUDO, SE FALECER O MARIDO,
FICA LIVRE PARA CASAR COM QUEM QUISER,
MAS SOMENTE NO SENHOR"

“DOIS... UMA SÓ CARNE”
LIGADOS PELA LEI
ENQUANTO AMBOS VIVEREM
UNIDOS INDISSOLUVELMENTE
EXCLUSIVAMENTE A MORTE PODE LIVRÁ-LOS PARA RECASAR
RECASAR ANTES DA MORTE DO CÔNJUGE = ADULTÉRIO

Seria impossível falar de modo mais claro que este. O que está afirmado acima só deixa em dúvidas quem não aceitar o que o texto clara e naturalmente diz e partir para encontrar por qualquer meio e a qualquer custo, uma brecha para divórcio e recasamento. Portanto, é falaciosa  a conversa que diz que esse assunto de divórcio e recasamento na Bíblia é difícil determinar o que Deus realmente quer, o que Ele permite e o que Ele proíbe. O máximo que alguém pode honestamente afirmar é que não tem dedicado tem suficiente para estudo este assunto que está claramente revelado na Bíblia.
Por isso, que até o quinto século depois de Cristo, e alguns autoridades no assunto estiquem este tempo até a época da Reforma, os cristãos aceitavam sem discussão ou dúvidas o ensino sobre a indissolubilidade do casamento e o pecado dos divórcio e do recasamento. 
O ENSINO CLARO DE TEXTOS COMO OS CITADOS ACIMA É: O VÍNCULO FEITO POR DEUS, POR OCASIÃO DA ALIANÇA DE CASAMENTO ORIGINAL É PARA TODA A VIDA: “dois... uma só carne” e que liga indissolúvelmente um cônjuge ao outro é tão forte que a força dos homens e das suas mutáveis e “convenientes” leis humanas, sejam de caráter civil ou religioso, não podem quebrá-lo, de modo que, independente do que aconteça (adultério, violência, incompatibilidade de gênios, etc...), e com quem aconteça (seja crente ou descrente, antes ou depois da conversão, parte “inocente” ou “parte culpada”) o vínculo do casamento permanece inquebrável, enquanto os dois viverem.
O Comentário Bíblico Moody diz: “Será considerada adúltera se vivendo ainda o marido, unir-se com outro homem. A tradução "se for de" tem o sentido implícito de se for casada com. Mas, depois da morte do seu marido, ela pode tornar a se casar sem que seja acusada de adultério. A esposa que ficou viúva, está livre para casar-se com outro”.

RECONCILIAÇÃO OU DIVÓRCIO?
 CELIBATO OU RECASAMENTO?

PROIBIÇÃO PAULINA AO DIVÓRCIO E AO RECASAMENTO
E  O MANDAMENTO PARA RECONCILIAÇÃO, SENÃO CELIBATO

I Cor. 7: 10, 11, 39

“ORA, AOS CASADOS, ORDENO, NÃO EU, MAS O SENHOR,
QUE A MULHER NÃO SE SEPARE DO MARIDO •S
SE, PORÉM, ELA VIER A SEPARAR-SE,
QUE NÃO SE CASE
OU QUE SE RECONCILIE COM SEU MARIDO;
E QUE O MARIDO NÃO SE APARTE DE SUA MULHER”.


Sobre a proibição do divórcio e do recasamento, exposta de modo tão claro e indiscutível neste texto, o que me deixa perplexo, e não dá muitas vezes para entender como ainda existem pastores e mestres de seminário capazes de encontrar motivos para um crente se divorciar e recasar. E começo o esse juízo por mim mesmo. Questiono-me: Como passei tantos anos e tantas vezes por esse texto e não percebi o que estava claramente exposto lá? A resposta que soa de minha alma me deixa atônito. Parece que enxergamos apenas aquilo que queremos ver, o resto, consciente ou inconcientemente ignoramos. Dizendo de outra forma, o que mete medo, por isso a Bíblia amaldiçoa o homem que confia em si mesmo ou no homem, pois, devido à contaminação da queda, as nossas faculdades foram mais afetadas do que estamos disporstos a admitir, é como se buscássemos na Bíblia apenas aquilo que queremos encontrar, o resto, especialmente aquilo que vai contra o que estamos procurando, de modo inconciente e ás vezes conciente, acabamos por ignorar. Este é um pensamento assombroso, mas não parece está muito longe da verdade. Se não, como explicar ter passado tantas vezes por este texto e não perceber o óbvio?
Depois de passar pela dolorosa autoconfrontação acima, e perceber que não sou em nada melhor do que os outros mortais continuo buscando entender o que está acontecendo na igreja de Nosso Senhor, e chego a pensar, que, embora, não todos, mas pelo menos, alguns destes obreiros e crentes divorcistas e recasamentistas, apesar de afirmarem acreditar na autoridade da Palavra de Deus, parecem, agir como os fariseus a quem Jesus confrontava. Tornam-se peritos em Bíblia com a finalidade causuística de burlá-la e no final das contas conseguirem violar a lei, de um modo, que parece lícito.
Podemos até comparar esse casuísmo evangélico, com a legislação brasileira, da qual é dito, que muitas de suas leis e inter-pretações, são feitas exatamente para derrubarem a proibição feita por leis anteriores. Num contexto casuístico e relativista como este muita coisa é proibida, mas no final das contas tudo se torna lícito, dependendo da astúcia dos intérpretes da lei.    O resul-tado líquido e certo é o caos e demolição da sociedade. Por isso, estamos assistindo a demolição da igreja cristã, por causa deste situacionismo conveniente. Francis Schaeffer já tinha previsto em sua época, o que ele chamou de “desastre evangélico” da igreja cristã.   Cabe ao santos, o remanecente fiel do Senhor, não colaborar com esse desastre, não participar desta auto-ilusão sedutora que nos faz sentir seguros quando, semelhantemente ao Titanic a igreja cristã professa ruma inexoravelmente rumo ao iceberg que põe fim a toda soberba. Antes, é urgente, urgentíssimo que nos firmemos, mais ainda, de modo, incondicional e inarredável, ao lado da autoridade absoluta e suficiência inesgotável da Palavra de Deus.
De modo que, este texto de I Co 7:10-11 é tão claro e evidente, que não é preciso fazer muito comentário sobre ele, é o que pode ser chamado de texto auto-explicativo. No texto, Deus de modo categórico e sem deixar margem para nenhuma dúvida:
         Proibe marido e mulher de se divorciarem;
         Mas caso o divórcio ocorra contra a vontade da parte do crente fiel, o que esse crente abandonado tem de fazer está mais claro ainda: que viva de um modo em que seja possível a reconciliação;
         Se a reconciliação não for mais possível, porque o outro cônjuge não quer reconciliação ou porque recasou, neste caso, também, não há dúvidas quanto ao que Deus espera que o crente faça, ou seja: que não se case novamente, o que equivale, nas palavras de Cristo, a ser celibatário pelo Reino de Deus.
         Somente se ficar viúvo, pode casar novamente, sem cometer adultério e sob a bênção de Deus.
Portanto, a questão do divórcio está claríssima para quem não padesse do mal terrível de “dureza de coração e entendimen-to”.
Veja o comentário do servo de Deus, Pr. Gerson Rocha, quanto a esse evidente texto:
“O ensino bíblico é que a mulher não se separe do marido, e que o marido não se aparte da mulher, Havendo separação, a ordem é: « Não se case », válida também para o marido, pois a reconciliação é o único remédio apresentado para o casamento não naufragar: «Ora, aos casados, ordeno não eu, mas o Senhor, que a  [Pg 10] mulher não se separe do marido (se porém ela vier a separar se, que não se case, ou que se reconci-lie com seu marido); e que o marido não se aparte de sua mulher”   (1 Coríntios 7:10,11).
Se, porém, a dureza do coração (Mc 10:5) impedir a reconciliação, Deus sente muito, mas não vai consentir no adultério, anulando a lei que Ele estabeleceu, no princípio: “De modo que já não são dois, mas uma só carne” (Mc 10:8,9; Mt. 19:6; Gn. 2:24).
Morte, ou reconciliação   eis a solução Corações que se voltem para Deus em humilde e vero arrependimento, já não pensam em morte, mas anelam por reconciliação, malgrado os motivos de suas desavenças”. 
Sobre I Cor 7:10, 11, o comentário Bíblico Moody diz: “As seguintes palavras de Paulo relacionam-se com a manutenção ou interrupção dos laços do casamento, no caso de crentes casados (vs. 10, 11) e de um crente com um descrente (vs. 12-16). Para os crentes a regra é "não se separem", sustentada pelo ponto de vista do Senhor, não eu mas o Senhor (cons. Mc. 10: 1-12). No caso de uma separação desaprovada, Paulo destaca duas possibilidades. A esposa que não se case, tempo presente, enfatizando o estado permanente. Ou então, que se reconcilie com seu marido, tempo aoristo, enfatizando um acontecimento de uma vez por todas, em separações subseqüentes”.

         CRENTE PODE DIVORCIAR DE DESCRENTE?

A QUESTÃO DE CRENTES CASADOS COM DESCRENTES
SE O DESCRENTE PEDIR DIVÓRCIO, O CRENTE FICA LIVRE PARA CASAR ?

1. Cor. 7: 12 a 15

“AOS MAIS DIGO EU, NÃO O SENHOR:
SE ALGUM IRMÃO TEM MULHER INCRÉDULA,
E ESTA CONSENTE EM MORAR COM ELE,
NÃO A ABANDONE”;
”E A MULHER QUE TEM MARIDO INCRÉDULO,
E ESTE CONSENTE EM VIVER COM ELA,
NÃO DEIXE O MARIDO”.

Novamente, Paulo usa de uma clareza, que torna este texto auto-explicativo. Deus proibe claramente um cônjuge crente se divorciar do cônjuge descrente. Um fato a se destacar aqui, é que este cônjuge descrente não era apenas uma pessoa irreligiosa ou ligada a uma das seitas cristãs que ainda mantém uma moralidade aceitável, mas tratava-se de uma pessoa pagã, envolvida com rituais pagãos abomináveis. Isso se torna um fator muito forte em defesa da indissolubilidade do casamento como uma lei que está acima da posição religiosa do cônjuge, ou até mesmo da questão do adultério. Para o pagão, adulterar era algo natural. Tanto que Paulo deixa isso claro em I Co 6, quando se referiu ao velho estilo de vida pagã dos crentes de Corinto. E é a esses crentes a quem Paulo manda tolerar cônjuges pagãos, que certamente teriam um estilo de vida licenciosa como eles tiveram.
”PORQUE O MARIDO INCRÉDULO É SANTIFICADO NO CONVÍVIO DA ESPOSA,
E A ESPOSA INCRÉDULA É SANTIFICADA NO CONVÍVIO DO MARIDO CRENTE.
DOUTRA SORTE, OS VOSSOS FILHOS SERIAM IMPUROS;
PORÉM, AGORA, SÃO SANTOS”.

Neste versículo, Paulo dá as razões porque Deus proibe do crente divorciar do pagão. Sendo que a primeira razão para um crente não se divorciar de um pagão era porque através da convivência do pagão com o crente, estes viessem progressivamente mudar seu comportamento, mudando-o de pagão, para o que  Paulo chamou de “santificado”.
A segunda razão é que diferentemente do Velho Testamento, onde os filhos de pagãos eram tidos como impuros, neste caso, os filhos seriam também santos.
A terceira razão está ligada a salvação do pagão. Pois continuando com o pagão, e pela observancia da vida santa e piedosa do crente, o pagão viesse a se arrepender e ser salvo.

”MAS, SE O DESCRENTE QUISER APARTAR-SE,
QUE SE APARTE;
EM TAIS CASOS,
NÃO FICA SUJEITO À SERVIDÃO NEM O IRMÃO, NEM A IRMÃ;
DEUS VOS TEM CHAMADO À PAZ”.

Abaixo citamos a argumentação do Pr. Gerson Rocha, por ser brasileiro e bem conhecido, quanto ao que é capciosamente chamado de “privilegium palinum”, ou exceção abonanda por Paulo para dar direito de recasamento ao crente que foi abandonado por um descrente. Vários estudiosos e exegetas bíblicos sérios, que poderia citar aqui, mas por questão de espaço e repetição, não o farei, dizem que este texto, de maneira nenhuma dá base para recasamento de divorciados, ou seja, quem advoga essa falsa exceção paulina, tem de usar de interpretação forçada ou hermeneutica desonesta.

“Livres Da Servidão, Mas Não Para Novas Núpcia – Definindo o casamento de crente com incrédulo em termos de servidão, Paulo aconselha, contudo, que ambos não se abandonem. Mt se o cônjuge descrente quiser se apartar, que se aparte, ficando livre da servidão o irmão ou a irmã, isto é: o cônjuge crente. [Pg 11]
Chamando tal casamento de servidão, Paulo se refere ao jugo desigual em que se resolve a união do crente com o incrédulo, conforme nô lo mostra em II Coríntios 6:14 16: “Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos...”.
Apartado do incrédulo, por iniciativa deste  «mas se o incrédulo quiser se apartar...”   0 cônjuge crente fica livre desse jugo, mas não para novas núpcias, pois estando ligado ao seu cônjuge pela lei (Rom. 7:1 3), será adúltero se, estando vivo aquele cônjuge, pertencer a outro.
Este é o ensino claro de 1 Corintios 7:12 15, em que Paulo reconhece a existência desse mau casamento, ou jugo desigual. E notem: Sobre esse jugo desigual, Deus nada mais tem a dizer por ser aliança que não procedeu dele: “Ai dos fi-lhos rebeldes, diz o Senhor, que executam planos que não procedem de mim, e f a z e m aliança sem a minha aprovação, para acrescentarem pecado sobre pecado” ( Isaias 30:1). E' por isso que Paulo, referindo se ao casamento misto   ao jugo desigual   diz: “ Aos mais digo eu, não o Senhor...” (1 Cor. 7:12), admitindo que a separação, na base já aludida, liberta o crente dessa penosa desigualdade (I Cor. 7:15). [Pg 12] “Perdão há, mas não cura sífilis”, disse alguém. 0 crente fica livre da servidão, mas não pode contrair novas núpcias enquanto viver o seu cônjuge. E' lamentável colher as dolorosas conse-quências de um passo errado, mas não inevitável. Relembrar Romanos 7:1.3 pode evitar que um abismo chame outro abismo”.